As sábias palavras de Felipe Melo: 'Arbitro di m....'

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Ei, juíz...


Seu time já foi garfado pelo juiz, eu sei. Ninguém está livre dessa raça. Você já sofreu na pele a dor e a impotência de ser surrupiado pelo homem do apito sem poder fazer absolutamente nada. Todos os impropérios ditos da arquibancada ou em frente à TV não saciam o verdadeiro desejo de tê-lo na sua frente, cara a cara, para descer o sopapo no sem-vergonha.

Em momentos como esse a gente entende a banana pros pedidos de paz mundo afora. Nem o Mandela aceitaria passivamente um pênalti mal marcado contra o seu time. Sou capaz de apostar um vintém que pelos corredores do Vaticano ouve-se com frequência “La puta madre” praquela arbitragem prol Huracán.


É da natureza humana. Assim como já parece ser inato da profissão de árbitro de futebol ser caseiro e tendencioso.


Tudo fica ainda mais à flor da pele quando o som do apito em soa sem piedade para ampliar a angústia do zagueirão que vê sem merecer o mundo cair sobre seus ombros. A arbitragem em favor do time mais poderoso é o maior pecado do futebol. Os capitães do mato sabem bem da sua tarefa: ampliar ainda mais o abismo entre uma Portuguesa e um Corinthians numa semi-final do Paulistão. Pra eles, não há hipótese do mais fraco sair vitorioso, nem que pra isso o seu nome fique cravado para sempre nos livros negros de história.


O jogo entre Napoli @ Sampdoria deste fim de semana foi pavoroso. Pouco se extrai de bom se formos falar de futebol. Sigo os jogadores blucerchiati nas redes sociais e posso dizer que as curtas férias do recesso foram bem aproveitadas. Do tempo entre a reapresentação e o jogo em Nápoles pouco deu pra queimar da picanha e do panetonne. Previsível que o jogo fosse modorrento e que a Sampdoria apresentasse um futebol abaixo da crítica. Já apresenta em condições físicas normais, nesse estado não poderíamos esperar coisa melhor.


Mas não faltou força de vontade e aplicação tática. E isso precisa ser louvado. O Napoli hoje é um time melhor, com mais investimentos e ambições no campeonato. Mesmo assim, a Sampdoria mostrou aplicação na retranca e ainda conseguiu abrir o placar. Mais do que isso, soube fechar a casinha e não sofrer com as empreitadas dos partenopei. O jogo tinha tudo para terminar num 0-1 blucerchiato, até a hora em que o personagem principal da partida resolveu botar as mangas de fora.


Marco Di Bello, árbitro do jogo, expulsou Silvestre aos 16 do segundo tempo. Tente achar algo que recrimine o zagueiro da Sampdoria.



Com um a menos durante quase um tempo, o Napoli pressionou o time de Gênova e conseguiu a vitória com um gol duvidoso aos 95”. Não é preciso dizer mais nada. O Napoli fez o segundo gol e o juiz apitou o fim da partida. Os times de cima da tabela, além de elencos mais robustos, contam também com a ajuda dos homens do apito. O que é preciso para tê-los sob tutela não sei dizer, mas suas arbitragens caseiras e tendenciosas fodem o campeonato e os times que almejam estar na parte esquerda da tabela de classificação.


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Napoli comemora a vitória. Faltou o juiz na comemoração


Estes Robin Hood às avessas podem determinar um rebaixamento com os poderes que lhes são dados em campo e que usam em favor dos mais abastados. Atuações como a do Marco Di Bello provocam no torcedor sentimentos dos mais repugnantes que, honestamente, não podem ser condenados. O post do Felipe Melo, velho conhecido dos caras, retrata bem nosso sentimento de revolta. E o Papa Francisco, tenho certeza, há de nos perdoar por isso.


Instagram / Felipe Melo
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Sábias palavras, Felipe Melo

Napoli 2
Sampdoria 1
Reti: p.t. 30′ Hysaj aut.; s.t. 32′ Gabbiadini, 50′ Tonelli.
Napoli (4-3-3): Reina; Hysaj, Tonelli, Chiriches, Strinic; Allan (14′ s.t. Zielinski), Jorginho (27′ s.t. Gabbiadini), Hamsik; Callejon, Mertens, L. Insigne.
A disposizione: Rafael, Sepe, Giaccherini, Maggio, Maksimovic, Rog, Pavoletti, Diawara, R. Insigne, Lasicki.
Allenatore: Maurizio Sarri.
Sampdoria (4-3-1-2): Puggioni; Pereira, Silvestre, Skriniar, Regini; Barreto, Torreira, Praet (31′ s.t. Linetty); Alvarez; Quagliarella (6′ s.t. Muriel), Schick (20′ s.t. Dodô).
A disposizione: Krapikas, Tozzo, Fernandes, Palombo, Pavlovic, Cigarini, Djuricic, Bereszynski, Budimir.
Allenatore: Marco Giampaolo.
Arbitro: Di Bello di Brindisi.
Assistenti: Manganelli di Valdarno e Lo Cicero di Brescia.
Quarto ufficiale: Pegorin di Latina.
Arbitri addizionali: Banti di Livorno e Fabbri di Ravenna.
Note: espulso al 16′ s.t. Silvestre per doppia ammonizione; ammoniti al 9′ s.t. Silvestre e al 24′ s.t. Hysaj per gioco scorretto; recupero 1′ p.t. e 5′ s.t.; terreno di gioco in discrete condizioni.