Roma: não entre em pânico, torcedor

Depois de pisar em Chelsea e Fiorentina e de derrubar a Lazio, Di Francesco parece ter instaurado em definitivo o novo modus operandi de sua equipe, pois presenciamos a consolidação progressiva da TESTOSTEROMA, variante positiva da Roma de Schrödinger. A TestosteRoma, no caso, se caracteriza por concentração estável, intensidade ofensiva em busca de soluções diretas e, por fim, marcação em linha alta até o fim da partida. Como um filme oitentista de John Carpenter cujo enredo é simples, os métodos, claros, e o resultado, eficaz. Sem firulas.


MentalFloss
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“A cidade inteira é uma prisão. Salve o presidente. Use a submetralhadora”


Acontece que a Roma perdeu para o Atlético de Madrid na penúltima rodada da Liga dos Campeões, e agora se vê na ambígua condição de depender apenas de si mesma para avançar às oitavas do prestigioso torneio em que costuma oferecer chistes. A última rodada? Os giallorossi recebem o Qarabag, já matematicamente confinado à última posição. Do contexto emerge uma piada pronta: se algum time pode perder uma partida derradeira em casa para uma equipe do Azerbaijão, esse time começa com R, termina com A e se escreve “amor” ao contrário. Mas calma lá.


A verdade é que, autodepreciação à parte, essa temporada tem garantido um índice bem alto de dignidade. Conforme já exposto neste espaço, Di Francesco conseguiu entregar colhões à Roma, um elemento raro na instituição famosa pelo jogo bonito, porém sujeito a apagões. E o fez, até o momento, apesar de um mercado ridiculamente infrutífero, sobre o qual ainda discorreremos. O grupo, portanto, merece essa confiança. Vendo sob a perspectiva descrita, a Roma derrotará o Qarabag e passará de fase. Se o Atlético de Madrid atrapalhar o Chelsea, quem sabe até em primeiro lugar. Avançará com atuações convincentes em um dos grupos mais difíceis da competição, contra qualquer prognóstico.


Não é hora de reclamar, desdenhar ou desanimar.