Procura-se um novo treinador para a Roma

Site oficial Roma/Divulgação
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Montella merece uma segunda chance como técnico da Roma. 'Il Aeroplannino' já tem maturidade suficiente para ser abraçado de novo pela nossa torcida


Não dá. Não dá mais. Três derrotas seguidas na primeira sequência realmente decisiva para a Roma na temporada. Tomamos fumo da Lazio na semifinal da Copa da Itália, levamos uma surra do Napoli, em casa, pela Serie A, apanhamos hoje de novo para o Lyon, na Liga Europa. Por mais que perder fosse esperado neste contexto de cansaço e maratona de jogos, cair como caímos, por dois gols de diferença e com o time só sofrendo alterações restando 10 minutos para o fim é inaceitável.

Precisamos de um treinador. Mas um treinador de verdade, daqueles que acompanham o andamento de uma partida, ficam inconformados com um cenário e mudam algo. Daqueles que sabem quando se deve priorizar uma competição e guardar as fichas na outra. Um técnico que não morra com substituições a fazer, que não fique impassível diante de uma adversidade e que sobretudo saiba reconhecer os valores que encontra dentro dos vestiários.

Precisamos de um treinador, porque de tudo isso aí mencionado no parágrafo anterior, Luciano Spalletti não se identifica com nada. É um cara que saiu brigado do clube em 2009 para encher o bolso de dinheiro na Rússia, voltou com o rabo entre as pernas e querendo peitar o nosso capitão. Como se fosse preciso fazer muita coisa para tirar de cena um atleta quarentão.

A Roma não foi de todo ruim contra o Lyon, não mesmo. Não é nenhuma surpresa voltar em desvantagem do Stade des Lumières. Em um jogo atípico, intenso e exigente demais para o cansado elenco romanista, valeram demais o calor da torcida e os pulmões impecáveis dos franceses. Destacaram-se Alisson, Nainggolan e Salah pelo nosso lado, especialmente o arqueiro. Poderíamos elogiar outros caras, mas eles não tiveram culpa de continuar correndo loucamente sem ter condições para tal. E com Perotti, El-Shaarawy, Paredes, Totti e Mario Rui no banco, isso realmente não precisava ter acontecido.

Tomamos um gol cedo, viramos na raça, fomos para o intervalo em vantagem. Gostaria de saber o que aconteceu no vestiário. Porque o Lyon colocou a Roma na roda, deitou e rolou, poderia muito bem ter goleado e definido a classificação não fosse por Alisson, o diamante escondido que só joga às quintas-feiras. É por isso que este rapaz é goleiro de Seleção Brasileira.

A virada e o quarto gol do Lyon foram sintomas da nossa exaustão, estava óbvio que o calendário iria cobrar seu preço. Tão óbvio que de fato cobrou, mas a primeira alteração feita do lado giallorosso só aconteceu aos 82 minutos, restando oito (mais acréscimos) para o fim. Não bastasse ter escalado força total no sábado contra o Napoli, o careca ainda ficou dormindo no banco, devia ter coisa melhor para fazer. Sei lá, receber nudes no celular, jogar Fruit Ninja, rever os gols do título da Coppa em 2008. Qualquer coisa, menos ser um técnico de futebol profissional.


Divulgação/Roma
Divulgação/Roma

De Rossi, assim como os outros jogadores, sentiu o peso da partida na segunda etapa. Cansada, a Roma foi presa fácil para o inspirado Lyon


Agora o abacaxi azedou. Precisamos vencer por dois de diferença e, se possível, não sofrer nenhum gol, o que parece impossível com Fazio nessa tiriça e bancado como titular. Spalletti está fazendo tudo errado e vai conseguir jogar uma temporada brilhante no lixo. Tudo por teimosia, burrice e covardia. Se a diretoria for séria, vai ter uma conversa em particular com Luciano para cobrar resultados. Digo mais: se eu tivesse um cargo importante no clube, já estaria procurando um substituto, porque esse cara está com a cabeça em outro lugar bem longe de Trigoria.

Busquem Eusebio Di Francesco no Sassuolo, Vincenzo Montella no Milan, ou se for o caso até uma promoção de Alberto De Rossi como interino por alguns meses. A paciência com o careca acabou e as nossas chances de qualquer título estão no mesmo caminho. O duro é saber que somos Roma e isso era mais do que previsível desde o princípio.

Domingo, contra o Palermo, o elenco tem de descansar. É urgente. Que jogue o Primaverinha com a molecada na Sicília, não importa. Não há outro jeito de sobreviver ao nosso roteiro sem um refresco agora. Vai ser difícil, mas ainda é possível. Sempre vai sobrar um fiozinho de esperança.