Roma: uma sequência para mudar a temporada

Divulgação/Roma
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Dzekão é a esperança de gols para que superemos essa maré alta nos próximos dias


A Roma está bem encrencada para as próximas semanas. A notícia mais impactante após a derrota para o Villarreal na Liga Europa é que enfrentaremos o Lyon nas oitavas de final, mas ainda não dá para saber se isso é bom ou ruim. A começar pelo clássico contra a Internazionale, em Milão, no domingo, a nossa equipe terá uma sequência dificílima e que pode dar o tom para o resto da temporada. Enfrentamos nada menos que Lazio, Napoli e Lyon, sendo que, nestes confrontos, só seremos mandantes contra os napolitanos.

Quem viu a partida de quinta-feira na Liga Europa ficou deprimido. Um jogo já definido na ida e que não teve o menor interesse romanista em vencer novamente. É claro que eles não precisavam disso e um empate estaria de bom tamanho, mas ninguém gosta de perder, ainda mais diante da torcida. Os giallorossi vacilaram demais e mereceram a derrota, mas por sorte os espanhóis ainda precisavam fazer três gols para levar a disputa para os pênaltis. É aquela típica derrota que a gente acaba dando de ombros.

Quem romou no fim da história foi a Fiorentina, que entrou em campo com um gol de vantagem no agregado, marcou duas vezes em casa no primeiro tempo e ainda assim conseguiu ser eliminada tomando 4 do Borussia M’Gladbach. Foi bem engraçado, aplausos para eles.

Preparem o para-brisa do carro, aí vem merda de pombo

Certo, então temos uma quadra de embates dificílima. No próximo domingo, às 16h e pouco, temos a Inter, no San Siro. Dá pra ganhar? Dá, mas será um parto. Dentro de tudo que já vimos da Roma fora de casa e desta nova Inter de Pioli, um ponto será o máximo que conseguiremos. No mais, é torcer para a Juventus não abrir muito nas próximas rodadas, porque senão é fim de papo na Serie A. Não estou otimista para esse confronto e digo desde já que uma vitória me será bem surpreendente.

Seguimos com a pedreira ao pegar o sempre esperado dérbi contra a Lazio, dia 1º de março, pela Coppa. É aquela coisa: primeiro de dois jogos eliminatórios, vale vaga na final, os caras virão babando para vingar as últimas derrotas. Mas analisando time por time, a Roma é bem superior e, se encarar o duelo com seriedade, pode fazer uma boa vantagem para a volta. O único motivo para temer o pobre rival é que eles vão fazer de tudo para triunfar, é questão de vida ou morte. Se Spalletti e seus meninos se portarem à altura de uma decisão, o resultado virá naturalmente.

Depois teremos o Napoli, que é o nosso principal perseguidor na Serie A. Os caras estão sempre na cola, estão jogando maravilhosamente bem e até podem ter alguma chance. Aí lembro aos amigos leitores que o jogo é em Roma, portanto, muito pouco provável que haja sequer um empate. O problema grande aqui é o curto espaço de tempo entre um jogo e outro. Domingo pegamos os nerazzurri, aí na quarta-feira já tem a Lazio, depois no sábado temos o Napoli, vai ser uma loucura total. Que o elenco tenha calma e pernas para suportar essa sequência. No mais, dá para sair motivado dessa trinca feroz.

O novo jogo do ano


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El-Shaarawy pouco fez contra o Villarreal na última quinta-feira. Deve comer banco contra o Lyon


Cinco dias depois, com o grupo um pouco mais descansado, vamos até a França para pegar o Lyon pela Liga Europa e, assim como contra o Villarreal, podemos sair do Stade des Lumières com uma vantagem interessante. O Lyon está em quarto lugar no Francês e a 13 pontos do terceiro colocado, o Nice. É muita coisa para uma das equipes mais tradicionais do país. O que não quer dizer que será uma baba. A favor dos Gones, conta a experiência e a confiança por terem imposto um glorioso 7x1 no AZ Alkmaar.

É bom ficarmos de olho em Maxime Gonalons, Corentin Tolisso, Rachid Ghezzal, Alexandre Lacazette e o nanico Mathieu Valbuena, que figuram constantemente entre os titulares da equipe de Bruno Génésio. O Lyon está priorizando a Liga Europa por enxergar que tem chances de título. Não estamos diante de uma equipe a passeio. 


Do outro lado estará Mapou Yanga-Mbiwa, velho conhecido nosso, o zagueiro que marcou o gol decisivo do último dérbi de 2014-15. O encontro também trará algumas lembranças ao nosso meia Clement Grenier, que não pôde ser inscrito por já ter jogado pelo Lyon na Liga dos Campeões. A Uefa impede que um atleta atue por dois clubes diferentes em torneios europeus.

Trata-se de um oponente bem complicado e técnico, que deverá pressionar nossa defesa ao longo dos 90 minutos. Com solidez defensiva e bons contragolpes, é possível sair da França com uma vitória boa e a vaga para as quartas de final encaminhada. Contudo, não contemos com os ovos ainda no bucho da galinha. Uma derrota mínima também não seria o fim do mundo e nem uma surpresa grande, já que estamos falando da Roma.

A única coisa que eu espero de verdade é não ter de aparecer aqui daqui a duas semanas falando como a nossa temporada foi jogada no lixo após quatro jogos desafiadores. Confio na Roma (não é sempre) e acredito que iremos sair renovados e fortalecidos disso aí. Não mudou nada a derrota para o Villarreal e é isso que o elenco parece ter entendido. Vamos com tudo.

Forza, Roma!