Guarani 0-2 River: É no campo que se resolve

Getty Images
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Voa, Condor, voa que teu destino é mudar a história


Fim de jogo no Defensores del Chaco. O placar do tradicional estádio paraguaio marcava Guarani 0-2 River Plate. Vitória millonaria para manter o aproveitamento de 100% como visitante e dar um passo enorme rumo às quartas-de-final da Copa Libertadores 2017. Mais uma vez no futebol as coisas se resolveram no campo. Não adiantou falatório do presidente do clube aurinegro de Assunção e nem do seu técnico, o eterno perdedor Daniel Garnero. Também foram pouco eficazes os pedidos de exclusão da Libertadores por parte dos catedráticos brasileiros da competição. Atenção: ainda pode acontecer! Todos os atletas millonarios serão testados pelo exame antidoping depois desse confronto. Nada mais justo. Acendam suas velas, arautos da moralidade.


A torcida do Guarani, tradicional quarta força (de verdade) do futebol do Paraguai, novamente provocou. Em 2015, também apareceram com fantasmas e toda sorte da dedicatórias para nós. Se esqueceram que o River não é o Corinthians e não treme para eles. A equipe se comportou bem desde o primeiro minuto de campo, buscando o gol e com atuações maiúsculas de Ponzio, neutralizando o ímpeto ofensivo aurinegro, e do estreante Pinola, desarmando o que passava do nosso camisa 23 e recolocando com muita categoria a bola em jogo. Se tornaram barreiras quase que intransponíveis para os nossos fregueses de sempre.


Quando Palau e Marín conseguiam passar dessa barreira, Batalla, o vilão preferencial da torcida, segurava as pontas debaixo da trave. Vai aqui um desagravo ao nosso camisa 1: que ele mantenha o posto de titular. Lux não é melhor que ele. A semente da vitória foi plantada pelos lados do campo. Moreira e Casco se projetavam com bastante perigo, se mostrando agudos e infernizando a defesa do Guarani. Scocco, outro estreante da noite, quase deixou o seu em cruzamento vindo da esquerda. A injustiça acabaria sendo reparada quando ele cobrou uma falta venenosa, que bateu na barreira e morreu no fundo da rede. River 1-0. Nacho Scocco estava fazendo história. Veio então o componente Libertadores: a luz acabou. Foram 11 minutos sem jogo, até que os holofotes e refletores voltaram a funcionar e testemunharam um final de primeiro tempo com mais ímpeto dos locais.


No segundo tempo a estratégia Millonaria seria mais manjada que a propaganda do Silas Simplesmente: Contra-Ataque. Com Ponzio e Rojas trabalhando bem na destruição de jogadas rivais e o alto número de passes errados do conjunto guarani, a missão parecia não ser das mais temerárias. O River cansou de perder gols, com Moreira sobretudo, acabou sendo atacado no final do jogo, quando Batalla voltou a aparecer, mas a estratégia deu certo. Já sem Scocco, amarelado e sem profundidade, o seu subsituto, Larrondo, acabou nos dando o gol da vitória depois de excelente cruzamento de Pity Martínez em cobrança de falta. 2x0 fora de casa, vaga praticamente assegurada e palavras engolidas pelos dirigentes do Guarani, que apequenaram mais ainda o time no plano internacional.


Não sentimos falta de Driussi, que optou pela saída, os estreantes renderam bem e as substituições funcionaram. Depois desse tango à media luz, agora é descansar e selar a vaga para as quartas. La Copa Libertadores es mi obsesión!