Obrigado, D'Alessandro! Voltamos a vencer

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Gol del Cabezón


Depois de mais um desastre enfrentando o Patronato, lá na província de Entre Ríos, os pontos de interrogação começaram a pipocar: Mina é o zagueiro que resolveria nossos problemas? Temos time para sonhar com alguma conquista? A preparação física não melhorou? Foram várias as perguntas que o torcedor Millonario se fez, algumas delas só seriam respondidas, ou a desconfiança só seria afastada se vencêssemos o Atlético Rafaela no Monumental. E vencemos.


O jogo não teve nada de fácil, muito pelo contrário, o conjunto crema, que nunca pode nos vencer, fez jogo duro. Até a falta de D'Alessandro bater no homem da barreira rival e se encontrar com as redes do Monumental, o sofrimento foi grande. Batalla trabalhou bem no gol, inclusive salvando o que seria o gol inaugural do jogo. Pouco a pouco nosso jovem arqueiro vai sobrepujando o ceticismo do torcedor. Moreira voltou a claudicar, mas o saldo foi positivo. Mina e Maidana tiveram ótima atuação, bem diferente do que mostraram contra o Patronato, quando foram os verdadeiros arautos da desgraça. Casco voltou a ter uma fraca exibição. Essa foi a nossa defesa.


No meio, Ponzio esteve bem na marcação e mal na distribuição das bolas recuperadas, algo que pode ter sido fruto da ausência de última hora de Nacho Fernández, que se lesionou no aquecimento mas deve voltar contra o Unión de Santa Fé, pela Copa Argentina na quinta-feira. A lesão de Nacho fez com que o River se atrasasse para entrar, já que o jogador precisava ser substituído. No Campeonato Argentino a regra é clara: o time se atrasou para entrar, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, expulsão do técnico. Começamos sem Nacho e sem Gallardo. Mayada foi o eleito para substituiur o jogador lesionado, mas nunca encontrou o melhor nível. Pity Martínez em seu regresso ao onze titular decepcionou de novo. Até quando, Pity? - Andrade foi bem e mostrou confiança, a vaga de titular deve ser dele no próximo confronto. Rossi e D'Alessandro, que entraram no decorrer da partida, deram outra cara ao time. Mais veloz, insinuante e com propostas claras. O gol de falta recompensou o esforço do Cabezón, que só precisa parar de reclamar do banco.


Na frente a contribuição de Driussi e Alario, o nosso oásis de gols, foi nula. Não estiveram a altura. Foi a pior atuação da dupla desde o começo desse semestre. Alonso, que entrou no decorrer da partida, não mudou esse estado de coisas, e o ataque volta a nos preocupar. Contra o Unión temos a chance de avançar na Copa Argentina, que é fundamental para nossos planos de participar da Libertadores-17, então temos muito que melhorar, queremos a volta imediata da sequência de vitórias, da regularidade e da tranquilidade.