Driussi, nunca critiquei

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La banda del gol


Monumental de Núñez, sábado a noite: Driussi, de roupa nova, decreta o 3-0 no Vélez Sársfield tocando por baixo das pernas do arqueiro Aguerre. A assistência de cinema foi de D'Alessandro. Certeza de vitória. Eu disse que precisávamos de um time pequeno e esfacelado, como é o Vélez, para fazer as pazes com a vitória. O rival de Liniers, como todos sabem, encheu seu estádio só na final da Libertadores de 1994, quando tiveram uma sorte danada contra o São Paulo de Telê. Sorte e ajuda do árbitro, que não deu um pênalti claro de Gómez no Morumbi. Acontece.


O rival reclamou da arbitragem no jogo de sábado. Fabián Cubero, que se admira pela lealdade ao Fortín, disse que era impossível jogar contra 12, ainda mais com um a menos. A expulsão de Cáceres, seu colega de time, não merece reprovação de Cubero. Bater num jogador, aos 8 minutos do primeiro tempo, com a bola fora de jogo, não é nada merecedor de vermelho. Disse ele e a imprensa bostera. O time que ocupa a VIGÉSIMA SÉTIMA posição no campeonato está nervoso, cheio de jogadores decadentes: Cubero, Barcos (aquele), Nasuti e Pavone, os dois últimos com passagens por Núñez. O primeiro lembrado por um gol heróico, o segundo um dos artífices do nosso descenso. Triste.


Aos 15, Driussi, combinando a sua velocidade com o oportunismo que lhe rendeu gols e mais gols na base, abriu o marcador ao se aproveitar de um rebote do goleiro rival. Mina fez boa jogada, tocou para Alario que mandou um foguete de longe. River 1-0, com um a mais. Os melhores momentos do jogo não vão mostrar nenhum ataque do Vélez, mas vemos claramente que Nasuti chuta o mesmo Driussi no meio da grande área. Pênalti! - Inapelável. Nova reclamação do conjunto fortinero. Normal. Alario falha a penalidade, mas o linesman manda voltar. Aguerre, o passageiro da agonia, o camisa 1 adversário avançou 60 centímetros. Nova chance para o atacante da Seleção Argentina e gol. 2-0 no placar. É verdade que é difícil de ver juízes e auxiliares mandarem um pênalti voltar, mas Aguerre se adiantou. O Monumental pesou na decisão, sem dúvidas.


O segundo tempo foi mais uma mostra do poderio Millonario. Com Andrade e D'Alessandro juntos, como nunca antes na história, a goleada era o objetivo. Não aconteceu. Num mix de excesso de preciosismo e boa atuação de Aguerre, apenas um tento foi marcado na segunda etapa, mais uma vez Driussi, aquele que criticamos com tanta razão no primeiro semestre. Displicente, perdedor de gols feitos, irregular. Gallardo dobrou a aposta no garoto. Com Alario dono da camisa 9 (na verdade é 13), Driussi só teria espaço como segundo atacante. A competição era dura para o garoto formado na base: Mora, Larrondo e Alonso. O primeiro ídolo da torcida, o segundo contratado a peso de ouro e o terceiro com menos chances, já que ocupa mais a posição de Alario. Sebas mostrou que a confiança nele não foi em vão. Foi buscar jogo, se movimentou e fez os gols que dele esperávamos.

Se na temporada 2016-17 ainda não conhecemos a derrota, muito se deve ao novo posicionamento tático, explorando as qualidades de D'Alessandro, Pity Martínez e Driussi, que, nas beiradas do campo ou pelo meio, tem a missão de criar oportunidades para Alario. Com apenas um volante de ofício, Ponzio e dois laterais que atacam, o futebol apresentado tem sido satisfatório e Sebastián Driussi tem sido desequilibrante. Que continue assim. Temos sede de títulos, glórias e novos ídolos.