Os desencontros do River

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Esforço


Passamos para as quartas de final da Copa Argentina. Isso nos dá confiança para essa competição. A vitória contra o Arsenal de Sarandí foi magra, é verdade, mas criamos tantas chances de gol que nem a bola, punitiva e megera, se recusou a nos castigar com um tento bandido do rival. Alario foi o artífice da vitória. Precisávamos nos afirmar na Copa e superar o empate ainda mal digerido contra o San Martín de San Juan em casa. O adversário na próxima fase da Copa será o Unión de Santa Fé, que, sem grandes nomes e conduzido por Leonardo Madelón, discípulo retranqueiro de Passarella, não chega a assustar, mesmo tendo eliminado na fase anterior o Estudiantes, melhor time do Campeonato Argentino.


Se na Copa resolvemos o nosso problema e despachamos o Arsenal, o reencontro com a vitória foi adiado no Campeonato Argentino. O jogo contra o Defensa y Justicia, que poderia marcar a volta dos triunfos no torneio local, não saiu como esperado. Foi um belo 3-3, daqueles limítrofes entre a pelada e o futebol que nossos pais gostavam de ver. A nota triste foi um pequeno desabamento na arquibancada, que resultou em três pessoas feridas. Voltando ao futebol, entramos absolutamente desordenados em campo. Maidana teve a sua pior atuação em muitos anos, cometendo o pênalti que gerou o primeiro gol do Halcón de Florencio Varela e mostrando um nível muito baixo tanto no jogo aéreo, comprometendo nos outros gols do adversário também. Alario dessa vez não foi letal, Casco jogou bem e Pity Martínez foi expulso pela primeira vez na carreira, após uma cotovelada besta em um jogador rival.


É bom ver um time com as mesmas caras em campo. A falta dessa constância nos deixou sem competitividade no primeiro semestre. Agora se o time não consegue vencer, pelo menos não perde. O sistema de um volante de contenção com Ponzio tem funcionado bem e a bola chega a Driussi e Alario com Pity Martínez, D'Alessandro e Nacho Fernández. O problema é quando o rendimento desse pilar ofensivo fica aquém do esperado. As substituições têm sida manjadas, muito por conta das lesões de Larrondo e Mora, mas é preciso criar alternativas dentro do plantel. Alonso entra e se movimenta bem, apesar da idade, mas não tem conseguido colocar a bola pra dentro, que é o que esperamos dele. Andrade entra bem no lugar de D'Alessandro, tanto que contra o Defensa y Justicia saiu jogando, para dar descanso ao Cabezón, mas o garoto precisa encontrar o seu nível mais alto e ser mais imprevisível. Dito isso, continuo confiante para o encontro com o Vélez, mais combalido do que nunca, no Monumental. Precisamos voltar à rota das vitórias e nada como um time pequeno e esfacelado para nos dar a reabilitação.