Supercopa do Real Madrid aumenta a expectativa por mais taças

Contra o Sevilla, há um ano, o Real Madrid sofreu bastante na Supercopa da Uefa e precisou da prorrogação para ganhar a taça. Na ocasião, porém, Zidane escalou uma equipe mesclada, pois muitos dos principais jogadores ainda se recuperavam fisicamente dos torneios continentais de seleções. Na abertura oficial de 2017/18, a história foi diferente.


Dos 11 titulares na final da última Champions, apenas Cristiano Ronaldo começou a partida em Skopje no banco. Isso porque o português ganhou descanso após a Copa das Confederações e só se juntou ao elenco nesta semana, sem tempo hábil de treinamento para iniciar a decisão. A ausência do principal jogador, contudo, pouco foi sentida até sua entrada, graças ao excelente nível apresentado pela equipe.


Getty Images
Getty Images

O melhor de 2017


As atuações de Carvajal, Casemiro, Kroos, Modrić e Isco chegam a ser inacreditáveis se levarmos em conta que esse foi o primeiro jogo da temporada. Foi como entrar em campo na mesma semana da final da Champions, dando continuidade ao futebol soberbo que eles praticaram na reta decisiva de 2016/17. É preciso reconhecer a importância do preparador físico Antonio Pintus no processo, um dos grandes responsáveis pela fase dourada que o time vive.


Depois de certo controle da posse por parte do United nos dez minutos iniciais, o Madrid tomou conta do duelo e os ingleses quase não viram a bola no restante da etapa inicial. Parecia o segundo tempo de Cardiff acontecendo de novo.


O gol saiu em um desses passes perfeitos que já viraram rotina na carreira de Dani Carvajal. Casemiro estava na mesma linha de Smalling e infiltrou para abrir o placar. O brasileiro, por sinal, só faz crescer seu desempenho. Ganha cada vez mais confiança para chegar no ataque e auxiliar na construção e na finalização das jogadas. Não é coincidência que venha marcando mais gols que o habitual. No combate, as qualidades já são mais do que conhecidas.


Getty Images
Getty Images

Mais um gol decisivo do brasileiro


A volta do intervalo foi uma extensão do domínio no primeiro tempo, e o Real Madrid logo dobrou a vantagem após Isco concluir linda tabela com Bale dentro da área. Estava muito fácil. O galês teve chance cristalina para definir a Supercopa, mas chutou no travessão. O erro quase custou caro.


É de praxe no futebol. Independente da superioridade de uma equipe em relação à outra, as diferenças sempre se reduzem drasticamente ao tomar um gol com 2 a 0 a favor. Lukaku já havia perdido a primeira oportunidade, mas não desperdiçou a segunda rebatida de Keylor Navas para o meio da área.


Mourinho recorreu à velha tática de colocar Fellaini em campo para praticar um jogo físico, baseado nos lançamentos para o belga. Pode ser – e é – uma estratégia bem questionável, dado o estilo dos outros meio-campistas que o United possui. A efetividade, porém, é inegável, e logo deu resultado. As ações se equilibraram, Rashford levou problemas a Carvajal e os ingleses pressionaram em busca do empate.


Getty Images
Getty Images

Doce rotina


O sistema defensivo madridista apresentou debilidades na tentativa de conter o avanço rival. Rashford entrou livre pelo meio e só não marcou porque Navas se redimiu da falha anterior para evitar o empate. Dois dos pilares da defesa, Sergio Ramos e Marcelo ainda estão abaixo do que costumam render. Algo normal por se tratar de um início de temporada. Anormal é que os outros jogadores já tenham apresentado um nível tão alto.


Mais uma taça para o Real Madrid de Zidane. Já são seis em um ano e meio à frente do clube. E é pouco se colocado em perspectiva com a projeção que se contempla com esse grupo de jogadores e esse treinador. Muitos títulos ainda estão por vir, e o museu do Santiago Bernabéu tem a chance de ser renovado outra vez com a Supercopa da Espanha, na próxima semana.