Um 'Super Madrid' começa a temporada provando que é o time a ser batido

A pré-temporada inspirou medo até nos madridistas mais otimistas. Após a fabulosa segunda metade da temporada anterior, que culminou no título espanhol e da Champions League, o Real Madrid saiu da turnê norte-americana sem uma vitória sequer - o triunfo nos pênaltis sobre o MLS All Stars, reunião dos principais atletas da Major League Soccer, terminou em empate no tempo regulamentar. O técnico Zidane aumentou o sinal de alerta quando fez questão de ressaltar que as coisas não vinham bem. A torcida merengue, historicamente impaciente, já começava a pensar em cabeças para cortar.


Mas, como diz o poeta, treino é treino e jogo é jogo. No primeiro compromisso a sério da temporada, a Supercopa da Europa, o Real Madrid começou a mostrar a que veio e não deu nenhuma chance ao Manchester United. O atual campeão da Champions League ditou o ritmo da partida e não deu chances ao atual campeão da Liga Europa. O esperado reencontro de José Mourinho com o time merengue nada teve de acirrado, e os red devils só conseguiram oferecer algum risco já no segundo tempo, quando os madridistas diminuíram o ritmo e administraram o resultado. O placar final de 2 x 1 foi suficiente para que Sergio Ramos levantasse a primeira taça da temporada.


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Essa foi a primeira...


A sequência nos reservava o maior adversário de todos. O Barcelona já havia vencido o jogo amistoso durante a preparação nos Estados Unidos e qualquer disputa com os catalães ganha contornos de batalha épica. Os dois rivais, que desde sempre medem suas forças, protagonizaram duelos tensos nos últimos anos e dessa vez não seria diferente - sobretudo pelo fato de haver um título em jogo.


Mas o que se viu em campo esteve longe de ser um confronto disputado. O Real Madrid teve amplo domínio nos dois jogos e o título da Supercopa da Espanha veio de forma natural, sem desespero ou sufoco. Nem a patética atuação do árbitro Ricardo de Burgos Bengoetxea, que assinalou pênalti inexistente em Luis Suárez e expulsou injustamente Cristiano Ronaldo, foi o bastante para dar alguma chance ao Barcelona. As duas vitórias madridistas, por 3 x 1 e 2 x 0, mostraram o abismo de diferença que existe entre os dois times. Os comandados de Zidane foram superiores em todos os momentos dos dois confrontos e mostraram um jogo coletivo e individual quase perfeito. Atenção, entrega, precisão, aplicação tática e técnica refinadíssima foram algumas das muitas virtudes apresentadas pelo campeão espanhol.


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...E essa foi a segunda


E aí começou o campeonato espanhol. A LaLiga teve início em um campo outrora hostil para o Real Madrid. O Riazor, casa do Deportivo La Coruña, durante muito tempo era quase amaldiçoado, visto que foram quinze anos sem vitórias merengues por lá. Entretanto, nos últimos dez anos, o time da capital está invicto e o resultado dessa vez não foi diferente.


Sem Cristiano Ronaldo, que pegou quatro jogos de suspensão pelo empurrão no árbitro Bengoetxea no primeiro jogo da Supercopa da Espanha, o time foi a campo com Benzema e Bale no ataque, com Isco fechando o meio com Kroos, Modric e Casemiro. Na defesa, a única mudança foi a escalação de Nacho no lugar de Varane. Mas a impressão era a de que não havia nenhum desfalque, já que o Real Madrid não se expôs em momento algum e teve o controle das ações durante todos os 90 minutos. O 3 x 0, com gols de Bale, Casemiro e Kroos, saiu barato, mas foi o bastante para causar uma boa impressão logo de cara.


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Bale fez as pazes com o fundo das redes


Zidane, novamente, mostrou o domínio que tem em relação aos jogadores. A experiência o faz perceber, cada vez com mais sabedoria, a hora certa de mexer e qual o melhor atleta para cada momento. Ele não está livre de erros, claro, mas o seu desempenho vem evoluindo na mesma medida que todo o time. Uma relação de confiança benéfica para o técnico, para os atletas e para o clube.


Já foram dois troféus erguidos nesta temporada. Restam quatro. E o Real Madrid vai atrás de todos eles!



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