Freguês, sinônimo de Atlético de Madrid

O ambiente era aquele já conhecido. A atmosfera, tensa. Após massacrar os colchoneros no jogo de ida, vencendo por convincentes 3 x 0, com direito a triplete de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid foi até o Vicente Calderón para o decisivo jogo que o separava da decisão da Champions League. E, mesmo com o Atlético de Madrid saindo vencedor, o placar não foi o suficiente para os rivais e estamos mais uma vez na grande final.


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A consagração de uma temporada fantástica


Desde que a competição europeia é disputada no atual formato, nenhum time conseguiu ser campeão duas vezes seguidas. Também nunca houve um time espanhol que chegou à grande conquista calssificando-se em segundo lugar no seu grupo. Está na hora de quebrar mais esses tabus, algo que o Real Madrid de Zidane está acostumado a fazer.


Mas não foi nada fácil. Era evidente que, em casa, o Atlético venderia caro a classificação merengue. E isso pôde ser visto desde o começo da partida, quando a torcida colchonera quis responder à provocação feita pelos madridistas semana passada, no Santiago Bernabéu. Se em casa a pergunta era "Decidme que se siente", fazendo uma alusão às duas finais continentais perdidas pelo Atlético de Madrid, a torcida rojiblanca respondeu com a seguinte frase: "Orgullosos de no ser como vosotros". Realmente não são. Nem de longe. Não chegam nem perto da unha do dedo mindinho do pé. É um grande time, sem dúvida, um rival valoroso, mas que se comporta de forma miúda, que se apequena e, por mais que Simeone tenha mudado bastante a mentalidade vigente, ele também é responsável por atitudes reprováveis, muitas vezes violentas, e um jogo pra lá de feio.


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Mesmo em má fase ele tem talento de sobra


Mas eles começaram dando trabalho e o Real Madrid, acuado. Claro que Zidane esperava isso, afinal, o Atlético precisava construir o resultado, mas o time não soube se portar tão bem e levou dois gols em quinze minutos, o que poderia colocar tudo a perder. Mas é aí que vemos a diferença de postura e o costume de estar em decisões. O time merengue passou a controlar as ações, aumentou a posse de bola e o volume de jogo e teve algumas chances de diminuir o marcador, algo que só foi conseguido perto do fim da primeira etapa. Após uma jogada de encher os olhos do criticado Benzema, o francês cruzou e, no rebote do chute de Kroos, o mágico madridista Isco estava dentro da área, como se fosse um camisa 9, para empurrar para o fundo das redes.


Veio o segundo tempo e Keylor Navas, que já se destacara na primeira etapa, teve novamente papel importante para manter o resultado. Enquanto isso, o setor ofensivo do Real Madrid seguia produzindo, mas esbarrando na já clássica retranca de Simeone. E seus comandados, como sempre, exagerando nas faltas e jogadas violentas. Previsível e patético ao mesmo tempo. E o jogo seguiu assim até o apito final, já sob uma fortíssima chuva que caía em Madrid.


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Orgulho


A torcida seguiu fazendo seu papel até o final, mesmo que em alguns momentos tenha sido calada pelos poucos madridistas presentes. Festejaram seus jogadores e seu estádio, que, pela última vez, recebeu um jogo de Champions League. Palmas para eles. Mas a grande festa foi do Real Madrid. E, ao contrário do que alguns disseram, no futuro, quando falarem do último clássico realizado no estádio, a imagem que ficará não é apenas de uma vitória sobre o rival. Será a de uma vitória que de nada valeu. Mais uma vez nadaram e morreram na praia. E, novamente, contra o grande rival. Já deviam estar acostumados.


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¡Hasta el final, vamos Real!


Agora iremos para Cardiff. A cidade natal do lesionado Gareth Bale sediará a decisão contra a Juventus. Esse, sim, será um jogo difícil, contra uma enorme potência do futebol. Mas a luta será constante até que a partida se encerre. Com garra, suor e sangue, fazendo de tudo pela vitória. É assim que o time de Zidane joga. É assim que o Real Madrid vence. ¡Así, así, así gana el Madrid!



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