Destaque do Monaco poderia ter brilhado no Real Madrid

Uma das sensações do futebol europeu no momento, o Monaco aposta na juventude e o planejamento do clube vem dando certo. Líder da Ligue 1 e classificado para as quartas de final da Champions League, após eliminar o Manchester City, o time francês apresenta um excelente futebol e já mostrou que pode dar trabalho aos gigantes na maior competição de clubes do mundo. E um dos principais jogadores da equipe poderia ter se tornado uma peça importante no elenco do Real Madrid.


Seu nome? Fábio Henrique Tavares. Ou, como é conhecido no meio futebolístico, Fabinho. O jogador de 23 anos, nascido em Campinas, fez um dos gols no jogo decisivo contra o City e é um dos destaques no elenco do time francês, considerado um dos principais líderes da equipe.


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Contra o City, excelente atuação premiada com gol


Formado nas categorias de base do Paulínia, o jogador transferiu-se para o Fluminense um ano antes de se profissionalizar e chegou ao time principal do clube carioca em 2012, onde fez um total de zero jogos. Isso mesmo, Fabinho não chegou a atuar pelo tricolor das Laranjeiras e logo foi negociado com o Rio Ave, de Portugal. Mas, apesar do contrato de seis temporadas, ele também não chegou a jogar pelo time português e seu destino, por empréstimo, foi o Real Madrid Castlla. No time B do Real Madrid o atleta esteve presente em 30 jogos e fez dois gols, o que, para um jogador da sua posição, não é nada mal.


Destro, Fabinho começou a carreira como lateral direito e também pode atuar como volante, função que mais exerce no Monaco. Em Madrid, entretanto, o que chamou atenção foram suas atuações pela beirada do campo, até que no ano seguinte da sua chegada ao Castilla surgiu a grande chance de ser aproveitado no time principal do Real Madrid.


Em um jogo contra o Málaga (que ainda tinha um tal de Isco no elenco), no dia 8 de maio de 2013, quando o Real Madrid venceu por 6 x 2, Fabinho foi relacionado pelo então treinador José Mourinho para o banco de reservas. Com o passar do jogo e o placar praticamente assegurado, Mourinho mandou o brasileiro a campo no lugar de Fábio Coentrão e o atleta não decepcionou. Levando o número 33 nas costas, Fabinho jogou os 14 minutos finais do confronto e foi o autor do passe para o gol que fechou a goleada madridista, marcado por Di María. Apesar da boa impressão, esse foi o primeiro e último jogo do atleta com a camisa merengue.


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Ainda no Castilla, Fabinho jogou com Nacho e Cheryshev


Fabinho, que ainda pertencia ao Rio Ave, rumou de Madrid para o Monaco, onde permaneceu emprestado por duas temporadas até se tornar efetivamente jogador do time vermelho e branco, com quem tem contrato até 2019. Caso tivesse seguido no Real Madrid, acredito que dificilmente teria feito a transição para o meio campo. O elenco merengue carecia de bons laterais direitos, contando apenas com Arbeloa como principal nome e dependendo de Coentrão, improvisado, como reserva. Ou ainda Sergio Ramos, por mais que já tivesse voltado à sua posição de origem, que é a zaga. Tanto que na janela de transferências seguinte, Dani Carvajal foi recomprado junto ao Bayer Leverkusen e iniciou sua dinastia na posição. Em uma eventual disputa entre o brasileiro e o espanhol, a titularidade possivelmente ficaria com o jogador que fez toda a sua divisão de base em Madrid, mas Fabinho certamente alternaria bastante com ele, haja vista seu enorme potencial e a falta de concorrentes à altura de Dani no elenco. A briga seria boa e quem ganharia com isso seria o clube e os torcedores.


Sem dúvida o Real Madrid perdeu uma excelente opção para o elenco, porém, analisando pelo lado do atleta, a melhor coisa que aconteceu foi a sua saída. Fabinho só tem a crescer no Monaco e pode tornar-se um grande jogador nos próximos anos, buscando até uma vaga na seleção brasileira. Desde que não cruze o nosso caminho, torço para que tenha todo sucesso possível.



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