PSG precisa de gente cascuda dentro e fora de campo

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Mascherano seria um dos nomes ideais para trazer brio a este elenco


A temporada 2016-2017 ainda não terminou, mas o clima após a eliminação na Champions é de fracasso. Por isso, nada mais natural do que começar a planejar mais cedo o ano que vem. Nomes como Matuidi, Lucas, Krychowiak, Ben Arfa e Aurier estão supostamente na lista de dispensa, assim como Maxwell e Thiago Motta, com contratos se encerrando.


Após o jogo na Catalunha, a decepção foi tão grande que eu não lamentaria a saída de ninguém. Todo e qualquer funcionário atual parisiense se mostrou dispensável, alguns mais, outros menos, mas não acharei absurda a saída de ninguém, tamanha a minha frustração. Só que, antes de mandar alguns embora, precisamos pensar em como reforçar o elenco. E um perfil é claro: gente experiente e cascuda. Se nos últimos anos a prioridade era por atletas jovens, com potencial, habilidosos e capazes de nos fazer sonhar em campo, agora o foco é por homens que não se acovardam. Uma triste realidade.


Lutamos durante anos para construir algum tipo de respeito na Europa, mas tudo foi por água abaixo no Camp Nou. Por isso, a prioridade é trazer gente casca grossa, que faça o clube voltar a criar colhões em campo nas dificuldades. Ao que tudo indica, Unai Emery continuará no ano que vem. Não o acho um técnico ruim, mas sua primeira temporada foi abaixo do esperado e eu perdi toda a confiança em seu trabalho após a forma na qual ele e seu time se portaram naquele famigerado dia. 


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Trabalho de Unai decepciona bastante neste primeiro ano


Gostaria de ter um técnico de pulso firme, alguém que priorize a combatividade sempre. Sampaoli, Klopp, Ancelotti e Simeone seriam meus nomes dos sonhos, mas nenhum virá. Meu desespero é tamanho que considero Fabio Capello um bom nome, mesmo não fazendo um trabalho digno há um tempo. Seu estilo de general pode não ser o que gosto, mas sim o que preciso para o meu time.


Dentro de campo, precisamos de gente grande também. Um Pepe, Mascherano, gente com experiência e sem medo de peitar e botar o dedo na cara de uma estrela mundial adversária. Todo o projeto desenhado em 2011 deu um enorme passo atrás este ano, e só voltará a avançar se em 2017-2018 nós fizermos algo excepcional. Com o que temos, já vimos que não iremos a lugar algum. Precisamos de gente já consagrada, com vontade de repavimentar o caminho daquele que poderá ser um clube gigante um dia. Ou seja, voltamos cinco anos no tempo. Mas se a diretoria não perceber isso, verá que não se constrói um futuro sem estabelecer as bases no presente. 


E isso só ocorrerá com gente esbanjando coragem e brio em todas as situações.


ICI C’EST...PARIS!!!!