O maior vexame da história do PSG

Divulgação/PSG
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Nem o gol de Cavani foi o bastante


pouco mais de um mês, escrevi que o futebol era capaz de milagres. Que algumas coisas eram inexplicáveis, e que a loucura sempre esteve lá, à espreita, só esperando um momento de desconfiança para aprontar das suas.


Hoje, dia 8 de março, aconteceu de novo. O Barcelona precisava de um milagre daqueles. E conseguiu. Foi 6 a 1, um placar inacreditável e absurdo para quem viu o jogo de ida. O Barça é melhor? Sim, até disse que seria zebra se passássemos no momento do sorteio. Mas olha, fazer uma “remontada” dessa não era para qualquer um. Mas pode ser explicada.


A começar pela nossa velha covardia. Talvez o problema não fosse Blanc, nem Unai fosse o salvador da pátria do nosso caráter como pensávamos na ida. Jogamos como time de várzea e levamos dois gols no primeiro tempo. Ambos com falhas do ótimo Marquinhos. Ambos com a sorte virada para o lado adversário. Mas isso faz parte do jogo também.


Na etapa final, tentamos sair mais para o jogo, mas aí a mística dentro e fora de campo do Barcelona apareceu. Primeiro o juiz deu um pênalti inexistente em Neymar. Ou melhor, o assistente, já que o juiz, que estava a dois passos do lance, não daria. Eles fizeram, nós também, com Cavani. El Matador e Di María perderam suas chances de liquidar o duelo, enquanto Neymar fez mais um. E outro, em um dos pênaltis mais ridículos que já vi na Champions, em cima de Suárez, que já tinha amarelo por simulação. No último lance, Sergi Roberto selou a classificação deles.


Quero dar os parabéns aos barcelonistas que com certeza virão aqui presitigiar este espaço. Eles estão classificados e é isso o que mais deve importar para eles neste momento. Fizeram história. Sim, fomos roubados. Sem os erros de arbitragem eles não estariam lá (e a UEFA tem que investigar isso, pois até o mais fanático Culé há de concordar que o quinto gol deles foi uma operação), mas tomar de 6 a 1 como levamos hoje e reclamar apenas da arbitragem seria uma estupidez da minha parte. Mais do que o apito, fomos eliminados pela nossa covardia e inoperância. Se fizessemos o mínimo, teríamos nos classificado com sobra.


Quanto a nós, fica uma revolta sem fim. Poucos leitores podem imaginar o tamanho da raiva e o controle de minha parte ao tentar escrever estas linhas. Passamos pela maior vergonha de nossa história e da Champions. Quais caminhos seguir? O que dizer? O que será do restante da temporada? Dos próximos anos? Do projeto? Será que um dia nos reergueremos do trauma? São muitas e muitas perguntas que eu e qualquer torcedor fazemos neste momento, e ninguém tem respostas. Só há uma coisa certa: este é o pior momento da história do clube desde a refundação em 1972. Desportivamente, é até pior. E eu quero ver quem terá caráter o bastante para assumir a bronca diante da torcida.


Fomos fracos. Covardes. Pequenos. Patéticos.


Mas ao final do dia, isso também faz parte do futebol, essa Síndrome de Estocolmo viciante e inexplicável.