Cadê o time competitivo e a nova Portuguesa?

Uma gestão assume, promete grandes esquadrões, estabilidade financeira, uma equipe competititva e novos horizontes. Poderíamos dizer isso de qualquer equipe profissional ou até em uma eleição para um cargo municipal, estadual, ou federal. No entanto, conflitos internos e batalhas de egos têm se tornado o principal obstáculo que impedem o desenvolvimento. Este caso, parecido com a política de um país, estado ou cidade, é também o da Portuguesa, que tem vivido campanhas abaixo do esperado e rebaixamentos nos últimos anos, o que tem decepcionado cada dia mais o torcedor.


Ale Vianna/Gazeta Press
Ale Vianna/Gazeta Press

Portuguesa agora precisa vencer o XV de Piracicaba, fora de casa, para garantir a permanência na Série A2


A derrota para o Oeste, na noite da última segunda-feira (17), por 3 a 2, no Canindé, foi mais um reflexo que ocorre na Rubro-Verde nos últimos anos. Salvo um pequeno raio de esperança e a quase classificação no Campeonato Brasileiro da Série C, em 2015, o futebol profissional lusitano amargou com polêmicas extra-campo, tais como o caso Héverton, trocas de treinadores, jogadores, descensos e crises financeiras cada dia maiores, tais como uma bola de neve.


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A eleição de Alexandre de Barros, para muitos, virou uma nova oportunidade de reconstrução para a Portuguesa, por conta de sua força nos bastidores e promessas que, para muito, não seriam jogadas ao vento como no caso do "jogador de Champions League". Contudo, o que vimos neste ano foi, mais uma vez, a política lusitana interferindo, poucos dispostos a arregaçar as mangas, como no velho e conhecido ditado, e reconstruir o clube.


O pré-acordo com a advogada Gislaine Nunes segue tão agil para ser solucionado quanto uma tartaruga em uma maratona, o planejamento lusitano foi feito de maneira tardia e, principalmente, sem nenhum lusitano com coragem para assumir a vice-presidência de Futebol, que repercurtiu negativamente no desempenho em campo e, após uma reação incrível que poderia ocasionar em uma classificação na Série A2 do Paulista, hoje a Lusa briga para não cair para a Série A3 e precisa surpreender o XV de Piracicaba, fora de casa, para garantir a sua classificação. Isto sem contar as declarações polêmicas do novo mandatário luso, que tem repercutido negativamente perante os torcedores, cansados de palavras e que esperam mais atitudes.


Há muito ouvia um ditado de meus familiares de que apenas "uma andorinha não fazia verão". E esta é uma frase que resume bem a situação da Lusa. Enquanto perdurar este duelo por egos, com pouca união e muitas desavenças. A luta será por um cargo de um Clube que corre o risco de se extinguir. Já passou a hora de deixar o orgulho de lado e voltar o foco que verdadeiramente importa, que é a Portuguesa. Pois, o maior adversário da Lusa não é o próximo adversário, mas ele vive dentro do Canindé, a tomar o seu vinho e criticar e prejudicar seus rivais da situação. E assim, vivemos este vai e vem, que mais atrapalha do que ajuda nossa agremiação.


Acabou a paz


Divulgação/NetLusa
Divulgação NetLusa

O automóvel teve o vidro quebrado e alguns amassados


A paciência da torcida lusitana chegou ao fim, após a derrota para o Oeste, na última segunda-feira (17), por 3 a 2, no Canindé. O veículo do presidente da Lusa, Alexandre Barros, foi depredado após a derrota da lusitana. O automóvel estava no estacionamento destinado a conselheiros e sócios, quando teve o vidro do motorista quebrado, além de amassados na lataria.


Revolta lusitana


E não apenas os protestos no estádio do Canindé, mas o presidente da Lusa também teve que presenciar duras críticas em grupos nas redes sociais Facebook e Whats App. Em alguns, no qual tinha o mandatário presente, foram os mais agitados, nos quais criticaram a montagem do plantel e o planejamento para a temporada.


Base


As categorias de base foram a campo, na tarde do último sábado (15), pela disputa do Campeonato Paulista. O Sub15 foi derrotado pelo Taboão da Serra, por 4 a 0, fora de casa. Por sua vez, o Sub17 empatou, diante do mesmo adversário (2 a 2).


Futebol Feminino


Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Pedro Ernesto Guerra Azevedo Santos FC

As Leoas do Canindé encararam as Sereias da Vila no CT do Parque Ecológico do Tietê


Na segunda rodada do Campeonato Paulista Feminino, a Portuguesa perdeu para o Santos, no último sábado (15), por 3 a 0, no Centro de Treinamento do Parque Ecológico do Tietê. A Rubro-Verde volta a campo contra a AD Embu das Artes, no dia 22 de abril, às 11h, no Hermínio Espósito.


Parabéns!


Se o departamento de futebol tem dado dor de cabeça para o torcedor, o mesmo não podemos dizer de outras modalidades. A equipe de patinação artística da Lusa participou do Campeonato Estadual e conquistou nove medalhas, sendo quatro de ouro e prata e uma de bronze. Os comandados da técnica Gabriela Barbosa agora se preparam o Brasileiro da categoria, que acontecerá entre os dias 28 de abril e 5 de maio, em Brasília.