Portuguesa, jogai por nós!

Após a série de polêmicas que cercam ao Canindé nas últimas semanas, resolvi esfriar minha cabeça e pensar neste post para o Ordem de Avis. Decidi deixar o lado blogueiro e jornalista e permitir apenas o torcedor lusitano Chrystian, que ia ao estádio a contragosto com o Senhor José Albano quando era pequeno ver a Lusa jogar e, com o passar do tempo, se apaixonou por este clube.


Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

Honrem a camisa e o manto que grandes nomes do futebol mundial vestiram antes


Não nego que chorei com meu time mais de uma vez. A Portuguesa para mim não é uma equipe de futebol, mas uma extensão de minha família e da história de meus familiares e uma pátria que sempre foi aguerrida e buscou seu lugar ao sol. Foram nos gramados do estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte e do Centro de Treinamento do Parque Ecológico do Tietê que dei meus primeiros passos como jornalista e, mesmo de maneira desconcertante e com status de apenas um estudante, a Lusa abriu as portas como se fosse um grande nome do jornalismo para acompanhar os treinamentos, conhecer e conversar com os jogadores e desenvolver pautas que me orgulho até hoje. Além disso, quando mais precisei, foi lá onde recebi minha primeira oportunidade como estagiário na assessoria de imprensa da Lusa, onde acompanhei de perto a trajetória na Série A2 do Paulista, Copa do Brasil e o rebaixamento para a Série D em 2016.


Apesar do momento crítico, foi uma das melhores experiências da minha vida, pois pude contribuir com pouco e me tornar um profissional melhor, além de respeitar ainda mais a instituição e muitos de seus funcionários e integrantes.
Espero que este post possa alcançar não apenas você, caro torcedor, mas também quem realmente precisa ler isso: o departamento de futebol, comissão técnica e, principalmente, os jogadores. Sabemos o quanto a situação é difícil. Conhecemos os obstáculos e problemas que vocês estão passando, mas apenas com união conseguiremos o nosso objetivo, que não é apenas subir de divisão, mas acordar um gigante há muito adormecido. Não joguem apenas para defender uma instituição, mas sim por aqueles que há muito vestiram suas camisas e honraram o manto, a seus familiares, que torcem pelo sucesso de vocês e, principalmente, a nós torcedores que precisamos de todos.


Sabemos que não é fácil conviver com polêmicas extra-campo quase que diariamente. Mas torcemos por vocês e queremos sorrir, comemorar e agradecer a cada um no final não apenas por jogarem com nossa camisa, mas por honrarem este manto. Adentrem ao gramado por nós, torcedores, familiares, amigos, simpatizantes, ex-jogadores e funcionários. Por várias sementes que, mesmo pequenas, nas arquibancadas rezam, gritam, choram e apoiam vocês.


Vamos, juntos, provar que este elenco tem valor e que nossa Lusa voltará para o lugar do qual nunca deve ter saído. Sabemos que ainda tem como reverter o quadro no qual o clube atravessa e isso depende não apenas de nós nas arquibancadas, mas de vocês, comissão técnica e atletas. Estamos juntos e vamos lutar para provar que este elenco tem potencial para surpreender a todos. E como diz o nosso hino, escrito por Roberto Leal: "Vamos a Luta, ó campeões, há de vibrar a cruz dos teus brasões!".