Derrota para o Besiktas é um choque de realidade para o Porto

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Brahimi lamenta chance perdida diante dos turcos


O Porto teve um choque de realidade em sua estreia na UEFA Champions League. A derrota por 3 a 1 para o Besiktas, no Dragão, escancarou a desigualdade entre o futebol praticado em Portugal e em nível continental.


Diferença sentida na pele pelo clube da Invicta ao atuar da mesma maneira que costuma jogar na Liga Portuguesa. O problema que é Moreirenses ou Tondelas da vida não jogam na Liga dos Campeões.


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Como de costume, Sérgio Conceição levou a campo um time montado no 4-4-2, apostando na intensidade e com as linhas de marcação avançadas. Foi assim que o Porto venceu seus cinco primeiros jogos sem sofrer um gol sequer no campeonato nacional.


A ideia é simples. Empurrar o adversário para o seu próprio campo e incomodá-lo ao máximo sempre que perder a bola. Contra times menores esse tipo de exposição funcionou bem, mas contra os turcos foi bem diferente.


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Óliver Torres foi sacado no intervalo pelo técnico Sérgio Conceição


Tendo Quaresma, Talisca e Tosun puxando os contra ataques, em um bem armado 4-2-3-1, o Besiktas fez valer sua velocidade na transição ofensiva e conseguiu envolver os Dragões no primeiro tempo.


Perdendo por 2 a 1, Conceição voltou para a etapa final com Otávio e André André nos lugares de Corona e Óliver Torres, respectivamente, trocando o 4-4-2 pelo 4-3-3.


Com o recuo dos visitantes, que deram campo aos lusos em busca de um contra ataque fatal, o Porto teve domínio territorial, mas pecou no terço final, em uma mescla de nervosismo, desorganização tática e falta de pontaria. Ainda mais exposto, viu Babel fechar o placar aos 41 minutos do segundo tempo.


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Babel (8) marcou o último gol da vitória alvinegra


Em um grupo marcado pelo equilíbrio, os Dragões tiveram o pior começo possível. Serve de alento o empate entre RB Leipzig e Monaco, na Alemanha, que evitou uma diferença maior para a zona de classificação à próxima fase.


A derrota serve como alerta na Cidade Invicta. Tira de uma possível zona de conforto um time que teve um começo de temporada impecável, ao mesmo tempo em que deixa bem claro a diferença entre o futebol doméstico e internacional.


Para a sequência da Champions, não será má ideia se Conceição rever sua filosofia de jogo. Fez falta um meio campo mais povoado e que pudesse proteger a defesa, sem falar que atuar tão exposto fora de casa será suicídio.