O Porto saiu do México com uma identidade na bagagem

Getty Images
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Alex Telles segue como o dono da lateral esquerda


A pré temporada é aquele período em que os times europeus viajam pelo mundo realizando amistosos (muitos deles caças-níqueis) com inúmeras substituições, nos quais o resultado é o que menos importa.


Os jogos realizados pelo Porto no México durante esta semana não fogem à regra. Ninguém discute a tradição de clubes como Cruz Azul e Chivas, mas é óbvio que os Dragões não cruzariam o Atlântico apenas para conhecer a terra de Chapolim Colorado. Houve, claro, um interesse mercadológico no deslocamento.


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Pensando no que aconteceu dentro das quatro linhas, os azuis e brancos deixaram as terras mexicanas com uma identidade bem clara na bagagem. Já é possível observar o perfil de Sérgio Conceição no time.


O novo treinador dos Dragões levou a campo uma equipe baseada em duas linhas de quatro jogadores. Contra o Cruz Azul, apostou no 4-4-1-1, com Otávio atuando como uma espécie de segundo atacante, se movimentando às costas de Soares. No duelo seguinte, Aboubakar compôs o ataque com Tiquinho, em um bem definido 4-4-2.


Divulgação/FC Porto
Divulgação/FC Porto

Soares esteve entre os titulares nos dois amistosos


Notou-se um time mais vertical, com um futebol mais intenso do que na temporada passada. Conceição apostou em dois pontas dando a máxima amplitude no ataque, uma tentativa de abrir a defesa adversária. Em compensação, se viu laterais mais tímidos do que nos tempos de Nuno Espírito Santo.


Com tal modelo, os dois volantes passam a ter grande importância na armação das jogadas, já que se tornam os "donos" do meio campo. Sem Danilo (se recuperando de lesão) e com Herrera (cansado após a Copa das Confederações) pouco tempo em campo, o Porto sofreu quando precisou centralizar o jogo.


Outro ponto negativo foi a grande distância entre o setor defensivo e o meio de campo, um espaçamento comum em uma equipe que está em início de construção, mas se trata de algo que precisa ser corrigido com o tempo, já que a defesa ficou exposta.


Sérgio ainda terá muito trabalho pela frente, mas a primeira impressão foi positiva. Serão três semanas de preparação até a aguardada estreia na Liga NOS, contra o Estoril. Tempo de sobra para se ter um Dragão ainda mais forte.