Nuno peca por não dar identidade ao Porto

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Bastante questionado, o técnico portista não consegue dar padrão de jogo ao time


Apesar de ainda ter um jogo pela frente, diante do Moreirense, fora de casa, a temporada já acabou para o Porto. Pelo quarto ano seguido, os Dragões não sabem o que é levantar um troféu, o maior jejum desde que Pinto da Costa chegou à presidência do clube em 1982, cargo que ocupa sem interrupções até hoje.


Como prêmio de consolação o vice-campeonato, que ao menos garante uma vaga direta na fase de grupos na próxima edição da UEFA Champions League.


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Um avanço se comparado ao ano passado, quando os azuis e brancos tiveram um duelo de vida ou morte com a Roma por um lugar no maior campeonato de clubes do planeta, mas pouco para quem acaba de ver o maior rival conquistar o quarto título nacional seguido.


Faltando poucos dias para o término oficial do campeonato, o Porto ainda não tem uma identidade, e esse é o maior pecado do técnico Nuno Espírito Santo à frente da equipe.


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A reta final da Liga Portuguesa se tornou um pesadelo para os Dragões


No último domingo, na goleada por 4 a 1 sobre o Paços de Ferreira, Nuno levou a campo o quinto esquema tático diferente na temporada. Começou com o 4-1-3-2, tendo um losango no meio, passou pelo 4-1-4-1, flertou com o 4-4-2 em duas linhas, jogou no 4-4-1-1, com um segundo atacante de maior movimentação e, por fim, apostou no 4-2-3-1.


Mas não para por aí. Nem a escalação é algo consolidado. Exceto pelo sexteto defensivo, formado por Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles e Danilo, além de Soares, que chegou na janela de transferências do inverno europeu, não é possível ter clareza quanto ao 11 inicial.


Estamos falando de pelo menos quatro posições, o que representa 36% do time titular. É impossível evoluir diante de uma insegurança como essa. Ou Nuno não sabe o que faz ou perdeu a confiança no próprio elenco.


Apesar de tantas mudanças, o Porto parece tropeçar sempre nos mesmos erros. É uma equipe bastante técnica e com boa qualidade na troca de passes, mas que sofre para jogar no terço final de campo, principalmente diante de adversários que se posicionam atrás da linha da bola, o que acontece com frequência na Liga Portuguesa.