Brahimi é o símbolo da arrancada do Porto

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Brahimi tem cinco gols e três assistências na Liga Portuguesa


Um argelino habilidoso e que conquistou a torcida do Porto. Poderia estar falando sobre Rabah Madjer, que fez história nos Dragões, com direito a um gol de calcanhar na final da Liga dos Campeões em 1987, quando os azuis e brancos bateram o Bayern por 2 a 1 e conquistaram a Europa pela primeira vez.


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Mas o atleta da Argélia em questão é Brahimi, que tem fundamental importância na arrancada portista nesta Liga Portuguesa. Desde que desembarcou na Invicta as comparações com Madjer, reconhecido como o melhor jogador na história do país africano, são inevitáveis.


Contratado junto ao Granada, o meia chegou ao Porto com o peso de ter feito uma boa Copa do Mundo em 2014, quando os argelinos venderam caro a eliminação para a Alemanha, na prorrogação das oitavas de final. Mas ele não demorou para se sentir em casa. Suas duas temporadas iniciais foram boas, chamando a atenção de vários clubes do Velho Continente.


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O argelino é dono da melhor média de dribles no futebol português

A tão esperada transferência não veio, e Brahimi começou esta época abaixo do esperado. Para se ter ideia, nas 11 rodadas iniciais foi titular apenas uma vez, somando outras quatro aparições surgindo banco de reservas. Teve meros 125 minutos em campo e um único gol.


Curiosamente o ponto de virada aconteceu justamente com o Braga, adversário deste sábado. O argelino entrou no início do segundo tempo e ajudou na vitória magra por 1 a 0. Desde então não saiu mais dos planos do técnico Nuno Espírito Santo.


Nas 16 partidas após o triunfo sobre o bracarenses, esteve em campo em 12 oportunidades, lembrando que perdeu três jogos em janeiro por conta da Copa Africana de Nações. São quatro gols e três assistências, com 967 minutos jogados na conta.


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Brahimi se tornou peça chave no time de Nuno Espírito Santo


O argelino é quem mais dribla na Liga Portuguesa, com uma média de 3,7 por partida, e segundo o site WhoScored.com é o quarto melhor jogador do campeonato, com uma nota de 7,48. O rating é feito através de uma média envolvendo as estatísticas ofensivas e defensivas.


O próprio Porto é outro time desde o 1 a 0, com um gol nos acréscimos do jovem Rui Pedro. Até então somava seis vitórias, quatro empates e uma derrota, um aproveitamento de 66%. Nas últimas 16 partidas foram 13 triunfos e três empates, o que dá a interessante marca de 87% dos pontos disputados. Tem o melhor ataque da Liga, com 62 gols, é quem mais finaliza (média de 16,4 por jogo) e quem passa mais tempo em média no terço final do campo, com 33% da sua posse de bola ocorrendo em tal faixa.


Bons números ofensivos, mas que não afetam o equilíbrio. A defesa sofreu meros oito gols neste período. Ao todo, foi vazada apenas 13 vezes em 28 partidas, uma média de 0,46 por encontro, a melhor marca entre todos os campeonatos nacionais na Europa.