Reforços vão bem e Sheik comanda alívio da Macaca

UFA! 


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Lucca fez o terceiro da Macaca e deixou o dele mais uma vez. Craque!


Foram 5 jogos sem vitória. Um por um, a angústia do torcedor alvinegro foi aumentando por ver a zona de rebaixamento se aproximar e virar uma realidade. Não havia melhor maneira de se recuperar e respirar na tabela, do que uma goleada. Apesar da atuação nem ter sido tão estrondosa assim, o 4 a 0 de ontem, sobre o Coritiba, promete dar gás na confiança do time, da torcida e do técnico Gilson Kleina. Assim esperamos. 


Chegou, jogou 


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Em um jogo, Danilo mostra que pode resolver problema da Ponte na lateral esquerda


O principal ponto a ser frisado na partida de ontem foi a boa resposta dos reforços dentro de campo. O 'pacotão emergencial' chegou depois da partida contra o Grêmio, no fim de semana, mal teve tempo para treinar, porém, na gritante necessidade de melhora na qualidade do time e do elenco montado pela diretoria alvinegra para o Brasileirão, Gilson Kleina já promoveu a estreia de dois dos recém-contratados. Deu resultado.


Danilo, ex-Atlético-MG, tinha sido recomendado pelo blog no início do ano como ótima opção para a lateral-esquerda, mas se transferiu do América-MG para o alvinegro de BH. Segundo o departamento de futebol, ele era desejo antigo em Moisés Lucarelli e, pouco aproveitado pelo Galo, chegou para de vez - amém - resolver os problemas da Macaca naquele extremo do campo. Ele é o quarto contratado para a posição em 2017.


Além de esforçado e querendo mostrar serviço com a nova camisa, Danilo fez muito boa partida. Foi seguro na parte defensiva e impressionou pela qualidade na criação de jogadas de ataque. Fez tabela, deu bonitos passes e acertou praticamente todos os cruzamentos. Inclusive em contra-ataque que apareceu pela direita e cruzou para Lucca com o pé que não é o seu forte. Melhor do que os próprios laterais-direitos do elenco.


Maranhão foi mais discreto, embora já tenha subido muito o nível de uma das maiores deficiências da equipe desde a saída de Clayson, após o paulistão. O ataque pelas pontas, em especial a direita, estava muito mal representado com Lins, Claudinho e cia. Vindo do Flu, o reforço fez bom jogo, foi para cima, incomodou a zaga do Coxa, e mostrou que pode ajudar no decorrer do campeonato.


Força e confiança ao 10


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Léo Artur se emociona ao marcar seu primeiro gol com a camisa da Nega Veia


Logo que chegou do Corinthians, no início do Brasileirão, o meia Léo Artur criou uma expectativa interessante com boas apresentações. Foi caindo com o tempo e perdeu muito espaço dentro do grupo, com a volta de Cajá ao time e a aposta de Gilson Kleina por Claudinho. 


Renato Cajá não é nem de perto o mesmo de 2015. Nem fisicamente, nem com a bola no pé, parece decair a cada jogo. Claudinho, na derrota contra o Bahia, foi um dos piores em campo e tirou a torcida do sério, antes de ser substituído ainda antes do intervalo. Tudo isso abriu espaço para a volta de Léo ao time titular e a resposta veio ontem.  


Edinho errou o passe, mas o mérito do camisa 10 de estar marcando de perto a saída de bola do adversário resultou na clara oportunidade de gol, cara a cara com o goleiro. Léo Artur afundou Wilson num canudo que acertou a rede de cima da baliza para abrir o placar, logo aos 15 minutos. Gol importantíssimo para a Macaca, pressionada pelos últimos resultados, ter tranquilidade no decorrer do jogo. E primeiro tento com a camisa da Ponte para o meia renascer no elenco - e na vida.


Pouco mais de um ano depois de perder o filho de 3 anos, num acidente doméstico na piscina de sua casa, Léo Artur, em breve, terá mais um filhote. Sua esposa está grávida. Por todo esse turbilhão de emoções, o jogador não segurou as lágrimas e desabou no chão após o gol que abriu a porteira para a Macaca construir sua vitória. 


Pela confiança e bom futebol apresentado, Léo deve ganhar novas chances no time titular e tudo indica que terá o apoio da torcida pontepretana com ele. 


Aranha 


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Aranha dá resposta às críticas com atuação brilhante debaixo das traves


Afrente no placar, a Ponte recuou e deixou o Coritiba jogar. Com isso, passou alguns sufocos, não atuava tão bem, mas contou com a ajuda de seu goleiro para conquistar a vitória e não levar gols. 


Ainda contestado por parte da torcida, algumas vezes até merecidamente, Aranha foi muito bem ontem. Fez excelentes defesas, salvando a Macaca de levar o empate, ainda no 1 a 0, e sobretudo no segundo tempo, evitando a reação do clube paranaense. 


Sheik 


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Que homem! Sheikão é sinistro, fez dois e assumiu a braçadeira de capitão


A construção da goleada passou diretamente pelos pés de Emerson Sheik. Mesmo depois de já ver provas seguidas da dedicação que esse atleta tem pelo futebol, ainda impressiona como joga e como o camisa 11 briga por cada bola. 


Sheik marcou o segundo gol com oportunismo, aproveitando belo cruzamento de Jeferson - opção boa de Kleina para sentar Nino Paraíba - e deixou a Macaca soberana de vez na partida. Com a intenção de se defender e garantir a vitória, a Nega Veia recuou ainda mais com o 2 a 0, e a cada saída de bola no Coxa, a torcida se encantava com a dedicação e os piques que o atacante de 38 anos dava na marcação e para puxar os contra-ataques.


Após a substituição de Fernando Bob, Sheik assumiu a faixa de capitão e, com ela, marcou o quarto gol, decretando números finais no placar. O cruzamento foi um pouco forte demais, longe do atacante. Mas com domínio de gênio, ele conseguiu trazer a bola para perto de si e finalizar para as redes. 


Antes disso, o craque Lucca tinha deixado o dele em belíssimo chute forte para estufar as redes do goleiro Wilson e matar o jogo no 3 a 0.


Na atual fase ruim de Bob, a liderança técnica e principalmente a experiência de Sheik pode muito bem ser merecidamente concretizada na braçadeira de capitão.


Os de sempre


O ponto "negativo" da noite de ontem, não deixa de ser uma obviedade já esperada por todos. Mesmo com promoção que permitia o sócio torcedor TC10 levar um acompanhante grátis, o público ficou exatamente igual ao comum nas partidas da Ponte em Moisés Lucarelli: os 4 mil de sempre. 


Nós sabemos e a diretoria também sabe. Não é preço de ingresso, preço na mensalidade de sócio, banheiro limpo ou estacionamento. O torcedor da Ponte Preta foi se afastando gradativamente do Majestoso a cada decepção e vice-campeonato. Pontepretanos de corpo e alma preferiram parar de frequentar o campo pelo seu próprio bem, de saúde mental e emocional. 


A cura e cicratização da ferida? Apenas uma taça pode proporcionar e trazer essa conexão de volta. Quando o time é bom, competitivo e demonstra força para brigar por coisa grande, o torcedor, em geral, volta a depositar sua confiança e seus esforços junto ao clube.


E fora?


Agora a sequência é mais uma vez fora de casa, o grande problema da Macaca na temporada, sobretudo sob o comando de Kleina. Para provar confiança e voltar aos trilhos, o time deve conquistar pontos domingo contra o Atlético-PR, na Arena da baixada. 


Depois, a confirmação da classificação para a próxima fase da Sul-americana, no Paraguai, contra o Sol de América, é a obrigação para manter seu torcedor junto de si no ano. Na ilusão e esperança de brigar por coisa grande no ano, que não seja apenas a manutenção na Série A.