Ponte Preta: dois pés no chão e a cabeça na lua

A frase de que "nem o mais otimista previa" é muito clichê. O pontepretano não sabia o que fazer quando viu o três a zero marcar no placar a vantagem da Alvinegra ainda no primeiro tempo. Mas o macaco conhece seu time e está calejado. Ele e o elenco não vão sentar no resultado. Vão ao Allianz lutar pela classificação à final do Paulistão 2017.


Avassaladora, a Ponte Preta jantou o Palmeiras em plena tarde de sol. Marcou o primeiro com menos de dois minutos de jogo e o Majestoso explodiu. Após bombardeio e tentativas seguidas de chute, Jeferson bateu cruzado e Pottker completou de calcanhar. Fingiu não ter feito, mas fez a alegria da torcida em Campinas.


Logo em seguida, em contra-ataque fulminante, o Bruxo teve visão para aprofundar. Lucca foi frio e humilhou Prass batendo por entre as pernas do goleiro. Dois a zero em cinco minutos. Estarrecimento e euforia se misturavam nas arquibancadas.


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No jogo coletivo, Lucca foi decisivo


Enquanto o time da capital pensava em reagir e pressionar, o Moisés Lucarelli o engolia. Cada bola em que a defesa da Ponte era soberana com Jeferson, Reynaldo e os monstruosos Marllon e Yago, o estádio ia junto em comemoração. Perfeita sintonia que não se via há muito tempo.


Bem postada por Gilson Kleina na defesa, foi em outro contra golpe a tacada final. Jeferson aproveitou deslize literal da zaga palmeirense e finalizou cruzado para fazer o terceiro. O garoto lateral direito dividia opiniões, já que teve sempre um poder ofensivo limitado. Hoje, foi decisivo no ataque e não deixou o alvinegro sentir saudades de Nino Paraíba, vetado por lesão.


Na segunda etapa, o que se esperava era uma pressão do time verde que não veio. A Ponte continuou superior sem correr perigo na defesa e muito perigosa na saída em velocidade.


Isso já sabíamos. Eduardinho (Baptista) nunca soube ganhar jogo fora de casa.


Contra o dinheiro e quem mais?


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Aranha quase não passou perigo na partida


Não basta a diferença brutal de arrecadação e investimento, a Macaca ainda teve de jogar contra o juiz. A tesoura de Fernando Prass foi pênalti claro e acabaria com o confronto de uma vez por todas. O mundo inteiro viu, menos o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e a Federação Paulista de Futebol.


Mais uma oportunidade da Ponte e a bola nitidamente bateu no braço de Mina dentro da área. O colombiano já havia levado um baile de Clayson durante todo o jogo. Mais uma vez o árbitro fingiu que não era com ele e mandou seguir o jogo.


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Jé era uma desconfiança. Depois do jogo, saiu coroado com gol e assistência


Como bem disse Felipe Melo, a Macaca comeu o Porco no primeiro tempo. Contou com dedicação impecável de todos os jogadores, com Fernando Bob, Elton e Jadson dominando a meia cancha. A Ponte fez uma vantagem impressionante no Moisés Lucarelli, calou quem não acreditava e agora precisa guerrear, sem relaxamento, para mantê-la na capital.


 O macaco hoje está muito feliz, mas é sempre muito calejado. Está confiante, com sua cabeça na lua, mas com os dois pés no chão. De preferência com ingresso na mão e busão rumo ao Allianz. O time não é dos melhores, não empolgou no começo, porém, o sonho é sempre o mesmo. E o apoio nunca vai faltar.