Camisa pesa e Ponte supera Santos mesmo sem jogar bola

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A camisa da Ponte Preta pesou na classificação do Pacaembu


Ao contrário do que reclamam alguns jogadores e diretoria do adversário, a Ponte Preta não foi covarde no Pacaembu. A Macaca foi gigante. Mesmo sofrendo e sem conseguir jogar futebol durante os 90 minutos, cresceu na decisão, teve capacidade psicológica superior e competência para bater o Santos nos pênaltis. 


Foi na camisa


Já era esperado um confronto muito difícil. Com o Estádio Municipal lotado e o estilo de jogo do Peixe, bastante agressivo e ofensivo, a Ponte sabia que iria a campo para sofrer. Gilson Kleina se armou defensivamente para isso e mostrou um sistema firme atrás. O problema é que ficou só nisso. A Macaca praticamente não trocou passes, não teve posse de bola, não jogou futebol. 


Com a Nêga sem machucar e levar perigo, era mais confortável ainda para o Santos a imposição de seu estilo no jogo. Porém, há males que vêm para o bem e o que parecia ser determinante contra a Ponte, na realidade, foi sorte. O golaço de David Braz logo cedo na partida fez com que o alvinegro praiano tirasse o pé. Provavelmente pensando que, com tanto tempo pela frente, os outros gols fossem sair naturalmente. 


O Peixe dominou o meio de campo e a posse de bola, embora criando poucas oportunidades de gol. Nas vezes que chegou, a maioria em chutes de fora da área, Zeca parou em Aranha e na trave. Já a Macaca, via a decisão por pênaltis com confiança, parecendo saber do que iria acontecer. 


Ao final dos 180 minutos em campo, foi justo. A Ponte foi muito superior em Campinas e o Santos, na capital.


Frieza e perfeição


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Setor visitante abarrotado foi quem explodiu de alegria ao final do confronto


Para os 1.800 macacos de paz e de guerra no setor de visitantes do Paca - e mais milhares de pontepretanos pelo mundo - restava um pouco de desconfiança pela eliminação para o Cuiabá, nos pênaltis, logo no início do ano. Inclusive em Aranha, criticado na ocasião. A resposta foi cabal. 


As cobranças da Ponte Preta foram de extrema qualidade. Destaque para a personalidade de Ravanelli, o primeiro a bater, no ângulo e sem chances para o arqueiro santista. Yago assustou, mas também bateu bem, assim como Clayson e Jadson. 


Se tinha alguém para errar a cobrança pelo lado adversário, ninguém melhor que David Braz. O autor do gol da vitória no tempo normal culpou o perfeito gramado do Majestoso pela derrota no jogo de ida, em Campinas. Francamente. Bateu sem convicção, com medo, no seu canto de segurança, e perdeu.


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Aranha tem sido um dos destaques desse time


Se tinha alguém para pegar um pênalti, ninguém melhor que Aranha. O goleiro da Macaca já havia sido destaque do time nas últimas partidas, cresceu junto com o campeonato e foi decisivo como era nos seus anos áureos. Um monstro!


E se tinha alguém para marcar o gol decisivo, ninguém melhor que William Pottker. O Bruxo É A CARA da Ponte Preta. Uma suposta eliminação faria com que esse fosse seu último jogo com a camisa da Alvinegra. Mostrando toda sua garra e identificação, assim como faz em campo, determinou a passagem da Ponte para as semis. 


Agora a Macaca enfrenta o Palmeiras na semifinal. O primeiro jogo será no Majestoso, domingo, às 16h.

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William Pottker 'acabou' com a decisão por pênaltis