Sólida na defesa e letal no ataque: a face de uma Ponte Preta vencedora

Gazeta Press
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Ponte sai na frente do Santos em embate equilibrado pelas quartas do Paulistão


A Ponte Preta não tomou conhecimendo do Santos na partida de ida das quartas de final do Campeonato Paulista 2017. Foi superior à equipe da baixada, praticamente não correu perigo no jogo e garantiu vantagem, mesmo que mínima - 1 a 0, gol de Pottker - para o confronto de volta, no Pacaembu, segunda-feira, dia 10. E o melhor: jogando alvinegra, nada de azul.

É bem verdade que a volta é um jogo completamente diferente e a Ponte não pode abdicar do ataque se quiser a classificação, precisará ser inteligente. Mas o retrato de uma Macaca brigadora, de defesa segura, meio-campo absolutamente concentrado (defensivamente) e ataque matador, anima, inslusive, para a partida contra o Gimnasia y Esgrima La Plata, na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, às 19h30. Apesar de defensiva na prancheta, a Nega Veia foi muito intensiva quando quis atacar e machucou com força na retomada ao ataque.


Com sede de vitória e contando com o auxílio da torcida em um Majestoso cheio – graças à ação justa de preços assessíveis de ingressos –, a Macaca tomou as rédeas do cotejo desde o princípio. Mandou no meio de campo e, claro, se defendendo muito solidamente, saia com velocidade e objetividade em contra-ataques sempre perigosos.


Com o jogo na mão logo no começo, a Nega Veia se mostrou mais forte e mais efetiva que o Peixe. Aproveitou a apatia de um adversário muito passivo e tomava toda a iniciativa. Lembrando que posse de bola não é efetivamente ter o controle do jogo. O Alvinegro da Vila Belmiro tinha a bola, porém, era a Macaca quem levava perigo.


Numa das jogadas pelos flancos, grande arma do time campineiro, Clayson achou excelente passe para a infiltração de Nino Paraíba. O lateral tocou para o artilheiro William Pottker, livre de marcação, ser matador. Explosão no Majestoso aos 20 do primeiro tempo. Coisa linda ver a Nega competindo e estadio cheio apoiando! O monstro ‘Bruxo’ assumiu a artilharia isolada do campeonato ao anotar seu oitavo gol no certame.


O primeiro chute do Santos foi aos 30 minutos. Antes disso, o Peixe nada havia feito na partida. Ricardo Oliveira recebeu dentro da área e chutou cruzado para a ótima defesa de Aranha. Mais uma vez muito seguro no gol da Ponte. O restante da primeira etapa ficou nos pés do time praiano, entretanto sem a mínima ofensividade.


Já no início do tempo final, o jogo mudou e mudou de mãos: foi para o comando – ou falta de – do árbitro Salim Fende Chaves. O excesso de faltas vinha de todos os lados do campo, mas cartões amarelos e repreensões só para a Ponte. Arbitragem banana e sempre tendenciosa ao time praiano. Numa dessas, Fernando Bob ficou suspenso para o jogo de volta, embora, dois minutos depois, Copete cometeu infração identica sem ser advertido com cartão. Chegou ao ponto do medalhista olímpico Thiago Maia dar uma bronca no árbitro e passar despercebido, apesar do protesto dos pontepretanos. Parecia que os adversários queriam mandar no jogo de qualquer maneira, nem que fosse no grito, já que não eram capazes no campo.


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Jogar bola? O Santos preferiu reclamar da arbitragem e do gramado, em perfeitas condições


Com a entrada e reestreia de Cajá, a Ponte seguiu superior em perigo. Um lançamento do meia encontrou Pottker na área e o centroavante cabeceou para a defesa de Vandelei. No rebote, Pottker encheu a canhota com vontade, mas a bola atingiu a bochecha do arqueiro santista, indo para escanteio.


A Macaca continou com total superioridade das jogadas incisivas até o final da partida, demonstrando qualidades copeiras, chamando a participação de uma torcida apaixonada e que sempre faz sua diferença, e mereceu mais o segundo tento que o empate do Peixe. O que dá até certo sentimento de que o 1 a 0 ficou pouca vantagem pelo volume de jogo. A Ponte Preta joga agora pelo empate, em confronto que não leva em conta gol fora de casa como qualificado.


Em praticamente último lance da partida, Wendel balançou as redes, em posição de impedimento, gol anulado pelo bandeira da partida. Monstrando bastante organização e principalmente dedicação, a Ponte Preta foi capaz de segurar a vitória sem correr maiores perigos.


Na saída, tanto para o intervalo quanto após o termino da partida, David Braz teve a ousadia de culpar e criticar o gramado de Moisés Lucarelli. Ora, David. Saiba você que Cristiano Ronaldo não reclamou do campo do Majestoso quando treinou aqui em 2014, pela seleção de Portugal. Melhor cada um se colocar em seu lugar antes de qualquer reclamação infundada. Francamente.


A Macaca joga agora pelo empate no Pacaembu. Sobretudo, tem bastante moral e a torcida exige força máxima, na quarta-feira, contra o Gimnasia, pela estreia da Copa Sul-Americana. Veremos se a diretoria alvinegra, enfim, vai ter a intenção de priorizar também a competição internacional obsessão da torcida pontepretana.