Ponte faz melhor jogo do ano, mas deixa vitória escapar

Gazeta Press
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Palmas para o time de Brigatti. Guerreiro e criativo. Mas errou ao insistir em Clayson


Foi a Ponte Preta que se esperava sob o comando de João Brigatti: muita raça, garra e gana de vitória. Exatamente como pregou o técnico interino alvinegro durante toda a semana. Acima disso, a Macaca fez sua melhor atuação até agora em 2017 e, infelizmente, não conseguiu sair com a vitória por um erro de arbitragem em favor do Corinthians. O 1 a 1 de ontem, em Moisés Lucarelli, fez o time sair aplaudido de campo.


Era a grande dúvida que se tinha durante a semana. A semana cheia de trabalho continha um desafio para Brigatti: tornar a Ponte Preta criativa. Os bons resultados e liderança do Grupo D no Campeonato Paulista nunca esconderam as fracas atuações do time de Felipe Moreira em campo.


Se no começo da temporada o grande problema era a defesa, com os pífios Kadu e Fábio Ferreira, isso foi resolvido com a solidez obtida na entrada dos reforços Yago e Marllon. 


A grande dificuldade da Macaca em campo, então, era a criação de oportunidades de levar perigo ao adversário. Defeito nítido no empate contra o Cuiabá, culminando na eliminação precoce na Copa do Brasil e também contra o Ituano, apesar da vitória, fora de casa. 


Ajuste


A alteração de Brigatti desde sua entrada no comando foi promover Ravanelli, um 10, um cérebro, na meia-cancha da equipe. Mesmo ainda devendo muito para devolver a confiança depositada ao receber vaga como titular, o garoto da base alvinegra deu muito mais dinamismo ao setor de criação.


Rava perdeu oportunidades e mais uma vez não fez uma partida louvável contra o Corinthians, mas sempre mostra qualidade de passe e visão de jogo. Juntamente com Matheus Jesus - enfim, atuando bem em 2017 - e o monstro Fernando Bob, Ravanelli ajudou a Macaca a ter domínio absoluto do meio-campo ontem.


Faz a diferença, Lucca!


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Cantamos aqui no blog: Lucca é diferente e tá voando na Macaca


Além de voltar a ter um camisa 10 de origem em campo, a promoção de Ravanelli ao 11 inicial 'devolveu' Lucca ao ataque. E o atacante vem demonstrando, jogo a jogo, que é a principal contratação da Ponte Preta para a temporada. Nada mais justo que possa atuar mais perto do gol adversário.


Lucca foi decisivo mais uma vez. Contra seu ex-clube, com quem ainda tem contrato, acertou mais uma linda cobrança de falta e contou com a falha de Cássio para abrir o placar. Tá voando! Agora, é um dos artilheiros do Paulistão, com 5 gols marcados.


Talvez tentando mostrar serviço além da conta ao time da capital, o atacante se destacou também na marcação, defeito que era nítido no jogador. Se esforçou tanto que saiu lesionado de campo. Esperamos que não seja nada grave.


Jogo pelos flancos


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Nino Paraíba deixou de 'mais do mesmo' e, confiante, jogou muita bola


Durante a semana, no Twitter, eu havia citado a importância dos laterais para a partida contra o Corinthians. Esperava a retranca do time da capital, maior característica desse time de Fábio Carille, que toma pouquíssimos gols. 


A resposta da Macaca para minha desconfiança foi, talvez, a melhor partida de Nino Paraíba com a camisa da Nega. Tanto defensivamente, ao tomar conta do lado direito praticamente sozinho na marcação - sem a ajuda do LIMITADO Clayson - quanto na ponta. Criou um verdadeiro salseiro para cima do bom lateral Guilherme Arana.


Jefferson, na esquerda, também foi bem. O garoto provou mais uma vez que seu improviso naquela posição é melhor para a Macaca do que os outros dois laterais-esquerdos de origem, embora machucados. Artur e Breno Lopes são horríveis.   


Erros determinantes


O jogo estava na mão da Ponte. Meio campo controlado, o Corinthians era praticamente inofensivo, e nos contra-ataques era a Alvinegra quem levava perigo e se aproximava muito mais do segundo tento que o time da capital do empate. 


Foi quando o juizão decidiu. Apontou um desvio inexistente na finalização sem perigo de Jadson e deu escanteio para o Corinthians. O escanteio resultou na jogada do gol, que tirou a vitória e dois pontos da Macaca. 


Chega de Clayssinho!


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É difícil suportar Clayson de titular, custe o que custar


Entra treineiro e sai treineiro da Macaca. O que não muda é a presença de Clayson como titular. Inexplicável. 


Mais uma vez o atacante - que não faz gol - foi pouco produtivo em seu setor. Fora isso, ontem, deixou de cumprir suas obrigações defensivas em várias oportunidades, não dobrou a marcação em Guilherme Arana, deixando Nino Paraíba sobrecarregado na marcação do lado esquerdo de ataque do Corinthians. 


Brigatti errou ao deixá-lo em campo até o final, inclusive quando estava desgastado fisicamente. Para variar, foi de um lance de ataque da Ponte, em que Clayson perdeu a bola, que saiu o contra-ataque corinthiano e o chute de Jadson pela linha de fundo. 


Não dá para entender e muito menos aceitar a presença de Clayson como titular absoluto. Ainda mais com jogadores de qualidade, como Lins e Cassini, no banco de reservas. E Léo Cereja emprestado.


Para quem torcer?


O Mirassol recebe o Ituano, nesta segunda-feira, às 20h. A vitória do time da casa, recoloca os Leões da Alta Araraquarense de volta na primeira colocação do Grupo D, ultrapassando a Ponte Preta, e deixa a missão de classificação do Santos muito difícil. Já que enfrenta o Palmeiras na próxima rodada.


Pensando na próxima fase, não seria tão ruim perder a liderança temporária para o Mirassol nessa rodada, tendo em vista enfrentar o time do interior nas quartas-de-final, ao invés do Peixe.


'Preto e branco é sua cor'?


Alô, torcedor pontepretano: Gadel e adidas vão enfiar mais uma terceira camisa colorida nossa guela abaixo. Lançamento deve acontecer ainda hoje.


Longe de uma crítica específica contra a tendência de uniformes coloridos, o que está na moda mundialmente dentre as grandes fornecedoras. É uma estratégia de marketing e ampliação de produtos para venda. Mas é nítido que o torcedor da Ponte é muito tradicionalista e não aceita tão bem esse tipo de quebra de padrão. 


A questão é entrar na Loja da Macaca e encontrar mais peças coloridas - vermelho, azul, azul marinho, amarelo... - do que as tradicionais cores alvinegras. Fora - e isso sim eu critico muito - o sumiço da faixa transversal em ambos uniformes principais de jogo, mandante e visitante.