Thiago Santos, o rei do cangaço no Palmeiras

Dentro do campo, alguém tem que ter a função de fazer o trabalho sujo. Desde parar as jogadas, até desarmar o adversário sem deixar rastros. É a precisão de um crime perfeito. A nossa meta estará segura, porque sabemos que, de forma limpa ou suja, naquela área ninguém entra. O responsável por isso evita chamar a atenção, não recebe muitos méritos e trabalha no limite da linha, frente ao perigo. Ele é a garantia.


Jagunço, em terras nordestinas, é o indivíduo nomeado para garantir a posição de coronéis e governantes regionais, preservando a imagem de algo maior. Esses escolhidos dão suas vidas durante seus próprios jogos. Eles gostam disso. Na sua simplicidade e falta de compromisso com holofotes, Thiago se propõe a ser o executor perfeito, não admite falhas. Sem melindres, charme ou glamour, sua característica principal é defender. Em uma atividade de grupo, a estratégia, construção e finalização não são exigências a todos e ele se limita a fazer o que lhe é destinado. De fato, Thiago Santos nasceu para o cangaço das nossas terras. Respeitado pela gentalha, desejado pelos comandantes. Mais do que um Jagunço, ele é o nosso cangaceiro. 


Jogadores defensores, independente da época do futebol, trabalham para o grupo. Eles garantem que a bola vai voltar para o ataque antes mesmo de chegar ao nosso gol. Em um elenco com Tchê Tchê, Guerra, Dudu e Michel Bastos, não temos a necessidade (leia, necessidade como urgência de algo) de mais um jogador construindo a jogada. Ele só vai garantir a parte mais importante de um esquema tático em qualquer lugar do mundo: defender, para depois atacar. Entendam que o nosso volante não tem a obrigação de fazer gol, pagamos 33 milhões em outro jogador para que nos garantisse isso.


Gazeta Press
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Thiagão jantando o SPFC no clássico


Respeito Felipe Melo, dentro de todo o seu folclore bem justificado em técnica e talento. Mas futebol é momento e confiança. O que está em melhor fase precisa estar em campo. É assim que equipes grandes trabalham, o técnico bate no peito e coloca quem é taticamente indispensável para aquela determinada partida.


Me odeiem, se quiserem. Mas após a partida contra o São Paulo, eu banco o Thiago no jogo da Libertadores.


Quem você escolhe?