Palmeiras comemora em tarde de festa, sustos e mais dúvidas

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução

Keno teve boa atuação, premiada com golaço de fora da área no segundo tempo


O Palmeiras venceu a primeira fora nesse Brasileirão de tabela maluca e conseguiu subir um pouco no bolo intermendário da classificação. Mas o placar de 4 a 2 sobre o Bahia não foi suficiente para tirar de cima da torcida a interrogação sobre o que o time pode, afinal, alcançar no campeonato. Tem gente achando que pintou de novo o campeão, tem gente vendo involução. É complicado de entender o palmeirense, e agradar é ainda mais difícil.


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De positivo, o Palmeiras apresentou dois começos muito bons de jogo, nos dois tempos, com gols marcados, jogadas produtivas, marcação por pressão e um controle quase absoluto do jogo. O time também se acertou um pouco mais na bola aérea, tanto na frente quanto atrás, e soube segurar o jogo quando foi preciso, nos minutos finais, inclusive marcando o quarto gol nos acréscimos.


Além disso, vale destacar a boa atuação de Keno e Róger Guedes nas pontas, ambos combativos, sérios e jogando com inteligência, e Guerra. O venezuelano mostrou de novo que o Palmeiras não precisa de um armador, e sim de um sistema que permita a Guerra jogar com tranquilidade. O passe para Egídio, no segundo tempo, foi magistral e apenas um dos belos lances dele no jogo.



Mas - e tudo na alegria do palmeirense quase sempre tem um mas - o time não conseguiu segurar a intensidade na marcação, caiu de produção a partir dos 25 minutos nos dois tempos e mostrou que a defesa se perde com facilidade quando o adversário tem bons valores individuais. No primeiro gol do Bahia, por exemplo, o belo drible de Zé Rafael sobre Mina desmontou a defesa, que ficou igual barata tonta assistindo às defesas de Prass até que saísse o gol. Houve ainda no segundo tempo outros lances de perigo assim, puxados pelo mesmo Zé Rafael e por Renê Junior.  


O segundo gol já é culpa totalmente individual do Juninho, que foi traído pelo quique da bola - mas também faltou uma cobertura que impedisse o atacante de matar a bola e chutar na saída de Prass. O problema é que ele não é o primeiro a cometer falhas assim - vide Zé Roberto contra a Ponte. E um jogo que teria ficado tranquilo após o terceiro gol voltou a ser de risco.


Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução
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Guedes mostrou confiança na hora de bater o pênalti e abrir o placar para o Verdão


(Comentei só aqui com a namorada, quando o jogo ainda estava 2 a 1, que me lembrava muito o jogo contra o Sport em 2015: jogo duro no Nordeste, em estádio da Copa, vantagem apertada, o time desperdiçando contra-ataques e correndo o risco de levar um gol nos acréscimos. Felizmente meu medo não se concretizou.)


Outro ponto negativo, mesmo com o belo quarto gol, foi Willian. O jogo mostrou de vez que ele não pode ser o atacante de referência na área. Borja precisa jogar e o esquema precisa fazer a bola chegar a ele - ou então Cuca deve mudar o formato, abrindo mão de um centroavante.


Enfim, valeu pela vitória, que poderia ter vindo com menos sufoco, e pela expectativa gerada. Que venha o Atlético Goianiense e a gente consiga mais uma boa vitória para poder voltar a confiar no time.