Dou o braço a torcer: é hora de Vitor Hugo voltar ao time do Palmeiras

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução

Vitor Hugo deve voltar para repetir as atuações que o tornaram ídolo da torcida


Se tem uma coisa de que eu não tenho nenhuma vergonha é de dar o braço a torcer e voltar atrás em minhas opiniões. Por isso, 49 dias depois de pedir banco de reservas para Vitor Hugo, agora eu recuo e peço a Eduardo Baptista: está na hora do camisa 4 voltar a ser titular ao lado de Mina e de Edu Dracena voltar ao banco de reservas.


Nenhuma questão pessoal ou mesmo técnica com Dracena, embora ele tenha cometido algumas falhas individuais comprometedoras, especialmene no um contra um - por exemplo, o bote errado em Roberto que resultou no gol do Novorizontino no jogo de ida ou a dividida de pé mole com Pottker que resultou no segundo gol da Ponte na catástrofe de domingo. 


É uma questão tática mesmo. Depois da saída de Vitor Hugo, a defesa do Palmeiras ficou mais frágil nas bolas aéreas, de onde saíram os dois gols do Peñarol na última quarta-feira, e com mais dificuldade na cobertura pelo lado esquerdo - o que foi visto contra o próprio Novorizontino não só no lance do gol e várias vezes contra a Ponte. É verdade que Tchê Tchê também não está em seus melhores dias, o que prejudica essa cobertura, mas a volta do zagueiro seria muito importante para reacertar o setor.


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Os números, aqueles que não mentem mas eventualmente distorcem, estão em cima do muro. O aproveitamento do Palmeiras é melhor nos oito jogos sem Vitor Hugo (seis vitórias, um empate, uma derrota) do que nas partidas com ele (seis vitórias, um empate, três derrotas) - o jogo contra o Tucumán, no qual ele foi expulso, conta como "sem" porque ele jogou apenas 22 minutos e o gol saiu logo depois do cartão vermelho. O desempenho da defesa, porém, é levemente pior: com ele são apenas sete gols sofridos (média de 0,7 por jogo); sem ele, o Palmeiras levou oito gols, ou seja, um a cada partida.


O tempo fora do time deve ter feito bem para Vitor Hugo. Não retiro as críticas que fiz quando pedi a ele um chá de banco. Ele começou o ano mal, disperso e nervoso; além da expulsão contra o Tucuman, agrediu Pablo num lance sem bola e sem nenhuma justificativa depois de levarmos o gol da derrota no dérbi, levando uma suspensão.


Bom de bola e de papo, cabeça fresca, Vitor Hugo foi decisivo para as conquistas do Palmeiras nos últimos dois anos. Ganhou admiradores nas redes sociais, ficou em quinto lugar na Bola de Prata do ano passado, muito perto dos ganhadores, e agora esperemos que volte, animado e em grande forma, para nos ajudar a virar o duelo contra a Ponte e na sequência da Libertadores. #Tamojunto, Torugo, não guarde mágoas e desculpe qualquer coisa.


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