Palmeiras registra seu vexame anual e Paulistão vira sonho quase impossível

Celio Messias/Gazeta Press
Celio Messias/Gazeta Press

Borja contra Bob: deveria ser o contrário, mas foi o Palmeiras que correu atrás da Ponte o tempo


No ano passado teve o Água Santa. Em 2015, a Chapecoense. Em 2014, o Goiás. O Mirassol em 2013, e por aí vai: quase todo ano o Palmeiras tem o seu dia de vexame, o dia em que nada dá certo e a única salvação é perder de pouco, o que nem sempre dá certo.


O problema é que o vexame de 2017 veio numa série de mata-mata, uma derrota por 3 a 0 para a Ponte em Campinas, construída toda no primeiro tempo, que praticamente eliminou o time do Paulistão. É claro que ainda é possível reverter, teremos casa cheia no sábado que vem e já vimos o Palmeiras fazer coisas mais difíceis, mas acreditar numa virada hoje é puro pensamento mágico.


Foi daqueles dias em que nada dá certo. Falhas individuais em várias escalas, lances errados, escorregadas, matadas de canela, a já reclamada fragilidade nas laterais. Qualquer prêmio de melhor jogador em campo destinado ao Palmeiras hoje teria de acumular para o jogo de volta, pois todos foram péssimos. Talvez pela ressaca do jogo contra o Peñarol, o time entrou amarrado, pesado, sonolento, enquanto a Ponte conseguiu o cenário ideal ao abrir o placar com menos de 1 minuto e fazer o segundo gol aos 7.


Seo Gilson, o técnico que não deixou nenhuma saudade, conseguiu o que Rogério Ceni não conseguiu no Choque-Rei: amarrar o Palmeiras no ataque e aproveitar as chances que teve para matar o jogo. Sem criatividade, o Verdão não fez nada e Aranha quase que só assistiu ao jogo. Foi o popular nó cego tático. A Ponte ainda ganhou de presente o terceiro gol no escorregão de Zé Roberto, num momento em que 2 a 0 já estava de bom tamanho.



Eduardo Baptista, por sua vez, não ajudou muito, trocando seis por meia dúvia em alterações que não fizeram nenhum efeito. Alecsandro já não faz sentido num jogo normal, muito menos num dia em que as bolas mal chegam à área. Talvez teria sido melhor colocar Róger Guedes no lugar de Borja e deslocar Willian para o time ter mais agilidade e depois colocar também Keno, mas imagino que faria pouquíssima diferença. Seja como for, o treineiro também ficou devendo hoje.


A falta de jogo no meio da semana é boa porque, apesar de o ambiente certamente ferver até terça-feira, haverá tempo para treinar e traçar uma estratégia para esmagar a Ponte e conseguir a virada, lembrando que na quarta seguinte tem jogo contra o Peñarol em Montevidéu.


Paciência, agora. A situação é péssima mas nada está perdido. Que o vexame no Moisés Lucarelli faça o time acordar e perceber que futebol não é ciência exata e não basta ter dinheiro ou um elenco enorme. Vamos em frente que temos um mundo a conquistar.


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