Uma vitória do tamanho do Palmeiras na Vila Belmiro

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

O oportunismo de Willian acabou com seis anos de tabu na Vila Belmiro


Foi uma vitória de time grande, com raça, com alma de campeão e para compensar os vários anos de tropeços seguidos na casa do adversário: com gols de Jean e Willian, marcados num intervalo de três minutos, o Palmeiras venceu o Santos por 2 a 1, de virada, garantiu sua classificação antecipada para os mata-matas do Campeonato Paulista e complicou a vida do adversário, que continua em terceiro em sua chave, correndo risco de ser eliminado. 


Foi uma vitória do tamanho da grandeza do Palmeiras nesse enorme clássico, simbólica por uma série de fatores: acaba com o tabu de seis anos e 11 jogos sem vencer na Vila Belmiro; confirma a força do elenco, já que foi contruída por dois jogadores que estavam no banco de reservas; mostra como o time está focado em vencer, já que poderia ter ficado satisfeito com o empate, obtido aos 40 minutos, mas sentiu o bom momento e continuou em cima; e, por fim, apresenta o espírito de um time que consegue vencer sem necessariamente ser o melhor em campo durante os 90 minutos.


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Porque, sim, vamos admitir que foi um jogaço, mas que o Santos foi melhor durante a maior parte do tempo. O Palmeiras entrou com a mesma base que começou o jogo contra o Jorge Wilstermann, apenas com Keno no lugar de Michel Bastos. Os donos da casa tiveram mais iniciativa até os 20 minutos, o Verdão conseguiu equilibrar as ações, os dois goleiros fizeram grandes defesas, eles acertaram nossa trave duas vezes, perderam um gol inacreditável com Vitor Bueno, e a gente terminou o primeiro tempo um pouco melhor, com Borja quase marcando um gol de letra.


Aí, não entendi por que Eduardo Baptista trocou Guerra por Egídio. Talvez o venezuelano tenha sentido o esforço, mas a escolha matou o setor ofensivo do Palmeiras nos primeiros 20 minutos da etapa final e também de pouco adiantou defensivamente, tanto que foi por ali que o Santos criou a jogada que abriu o placar num lance que Jean quase salvou com os países baixos e acabou sobrando para o chatíssimo Pastor Oliveira cutucar.


Então Eduardo, que já tinha botado Roger Guedes no lugar de Keno, muito fraco hoje, arriscou e colocou Willian no Zé Roberto. A ousadia deu certo e Guedes fez sua melhor partida em muitos meses, dando as assistências para os dois gols e mostrando como um chazinho de banco às vezes faz bem. No segundo, belo drible da vaca dele em Zeca e oportunismo de Willian, que correu pelas costas do zagueiro santista e marcou o gol da virada.


Agora é hora de baixar a adrenalina e observar. Com a classificação assegurada e a Libertadores de volta só no mês que vem, Eduardo pode fazer testes nos jogos desta semana, ambos em casa, contra Mirassol e Audax - eu, pessoalmente, gostaria de vencer o Mirassol por uns 18 a 0, nada pessoal, vocês sabem. Mas entendo se o treinador preferir escalar alguns (ou vários, ou todos) reservas. Antonio Carlos e Raphael Veiga, principalmente, poderiam entrar para ganhar ritmo de jogo. Jailson também poderia ter uma chance, é sempre bom que o goleiro seja testado. Mas que seja tudo com calma e tranquilidade. Depois de uma sequência pesada, todo mundo merece descansar um pouco.



Qual deve ser o time contra o Mirassol? E qual a vingança que você deseja? Deixe seu recado e seu comentário aí na caixinha!