Palmeiras, esse vício do qual não queremos nos livrar

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;Mina nos salvou e manteve nosso vício vivo: é impossível escapar de você, Palmeiras


They tried to make me go to rehab, but I said, "No, no, no"
Yes, I've been black but when I come back you'll know, know, know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab, but I won't go, go, go


The man said, "Why do you think you're here?"
I said, "I got no idea"


Amy Winehouse tocou nos falantes do Allianz Parque no intervalo de Palmeiras x Jorge Wilstermann, como já havia acontecido sábado, diante do São Paulo. Assim como acertou no ano passado, quando executava "Psycho Killer" no intervalo de jogos da Libertadores, o DJ de novo foi na mosca.


O Palmeiras é um vício à prova de toda e qualquer tentativa de reabilitação.


Você pode deixar de fumar, de beber, de usar drogas ilegais. É difícil, mas há grupos de ajuda, remédios, o apoio da família e de amigos. Você muda de emprego, de escola, de casamento, mas de time de futebol, impossível. Toda quarta e domingo, 80, 90 vezes por ano, lá estamos, mergulhados nesse vício em sofrer, em pular, em gritar.


Eram 46 minutos do segundo tempo quando cheguei em casa, depois de deixar meu amigo Pedro, ambos saídos da faculdade em que damos aula, e pegar aproximadamente 847 sinais vermelhos num caminho de menos de 10 minutos. Até o porteiro do prédio, que demora a abrir o portão da garagem, e o elevador, a passo de tartaruga, parecem jogar a favor de meu rehab, mas eu quero Palmeiras.


Enfim entro em casa. A TV está ligada, mas a namorada está deitada no quarto, nervosa, não quer mais ver. Levanta, vamos! Sentamos no sofá. Dudu apanha, levanta, pede a bola, cobra a falta. Bate-rebate, Keno, Borja, Felipe Melo, Keno de novo, Guedes, Mina, GOL! 


Pra que rehab? Eu quero é mais. Mais sofrimento, mais emoção, mais alegria. 


E foi só pela segunda rodada. Pelo sim pelo não, melhor o torcedor fazer um upgrade no plano de saúde.


E você, como comemorou nossa vitória? Comente aí embaixo.


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