Uma vitória para sempre. Obrigado, Palmeiras!

Até o último dos meus dias de lucidez, jamais esquecerei da cena: tento enxergar uma confusão ali na lateral, perto do meio-campo, e de repente a bola começa a voar bem na minha direção. Não vi quem chutou, mas o burburinho aumenta, as pessoas ali na região central do Gol Norte se levantam, Denis corre para trás sem saber o que fazer e a bola entra.


Bem ali na minha frente.


De um jeito especial para que eu possa guardar pelo resto da vida.


Mais um golaço do meio-campo contra o São Paulo, no finzinho do primeiro tempo, começando a resolver um jogo até então complicado.


Ver o jogo atrás do gol é terrível para um quase cego como eu (míope de um olho, astigmata do outro, ceratocone em ambos). Mas ali é o mágico Gol Norte, o lugar dos sonhos da namorada que mandou a mensagem na quinta à noite em caixa alta no whatsapp: "CONSEGUI GOL NORTE, VAMOS AO CHOQUE-REI". Prometo passar alguns dias sem criticar o Avanti (mentira).


Benditos ingressos que apareceram no sistema sabe-se lá como, benditas chuteiras coloridas, detestadas pelos puristas, mas que me permitiram descobrir os autores dos outros gols, marcados a 100 metros de distância e que construíram mais uma vitória inesquecivel sobre um rival que sabe bem se comportar nas suas visitas a nossa casa, quase como um sparring.


Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras


Quarta-feira tem mais. Até lá, vamos curtir essa sensação maravilhosa de vencer um clássico com direito a golaços e olé. Uma vitória daquelas que faz valer todo o sofrimento que dedicamos. Obrigado, Palmeiras.


P.S. Vitor Hugo jogou muito, não me custa reconhecer um dia depois de cornetá-lo. Mas a parte técnica analiso em outro post, na segunda. Agora é hora só de curtir.