A vaga direta não veio, mas o Napoli termina a Serie A em alto nível

Já se sabia que seria difícil conseguir a vaga direta para a Champions League. Afinal, por mais que o Genoa fosse para a última rodada livre, despreocupado, era muito difícil lutar contra uma Roma embalada e que vinha com um raro Olímpico lotado para a despedida de um craque como Totti, embora ele claramente entraria só no segundo tempo.


Mesmo assim, o Napoli tinha de fazer a sua parte e esquecer do jogo na capital. Jogar o seu futebol, como jogou toda a temporada.


Nos primeiros minutos, a Samp apareceu com uma intensidade que não teve durante a temporada inteira. Contra-atacando bem e bloqueando os espaços do Napoli. As notícias boas do gol genoano vinham da capital, embora a rival tenha empatado com nossos "fratelli".


O tempo passava e tudo ficava mais nervoso. Os partenopei pareciam tensos. Faltava algo pra tirar a pressão. E Regini, ex-jogador do Napoli, acabou fazendo a melhor participação dele a favor do clube, quando, ao tentar cortar um lançamento pra Callejón, ajeitou pra Mertens bater bonito por cobertura. Oportunismo e qualidade, Napoli na frente.


Por várias vezes durante a temporada, quando o Napoli sai na frente, ninguém segurou. Não foi diferente. Mais tranquilo, começou a tocar a bola mais fácil, a Samp se desesperando, e toda hora alguém ficava livre. Ainda no primeiro tempo, Insigne recebeu livre e, com um toque de classe, marcou um dos gols mais bonitos desse time e ampliou o placar.


No segundo tempo, em meio ao futebol do Napoli, os olhos estavam no Luigi Ferraris, mas o coração e o ouvido estavam no Olímpico de Roma. Dentro de campo, o Napoli obviamente não poderia fazer o mesmo.


E logo nos primeiros minutos, após linha de passe na área doriana, Hamsik completou de cabeça pra ampliar a vantagem. Mas logo em seguida, o Napoli cochilou e Quagliarella diminuiu o placar. Uma lei do ex que o torcedor não lamentou. Talvez fosse um sinal de algo negativo por vir.


Mas mesmo assim, o Napoli marcou outro belo gol, Insigne cruza, Callejón de bate-pronto. O Napoli fechou a sua temporada com gols de todo o seu mágico trio ofensivo. Tocando a bola, jogando com o estilo sarrista de ser.


A torcida da Samp comemorou. Não era gol deles, era gol da Roma. E ali o torcedor do Napoli desistia. Mas logo, outra ponta de esperança com ilusão, com o empate do Genoa. Ali o desespero pra que acabasse o jogo lá aumentava. O tempo passava meio devagar.


E no fim, a Samp diminuiu a vantagem no marcador, com um gol de Ricky Álvarez. Parecia um prenúncio de algo. Imediatamente no mesmo minuto em Roma, os giallorossi desempataram de vez com Perotti. Finalmente a Roma ganharia e ficaria com a vaga direta.


Se era pra ganhar assim, por que não foi com um gol de Totti? Bom, a se exaltar, pelo menos a partida do Genoa, feita à base de muita dignidade, dentro das limitações do time rossoblù, que, depois das vendas de Rincón e Pavoletti, chegou a brigar contra a degola.


E precisamos exaltar a temporada do Napoli, que será melhor abordada aqui num próximo post. Mas ainda que a vaga direta não tenha vindo e tenhamos ficado na posição mínima esperada, há de se exaltar que mantemos sempre o bom futebol, sempre o bom jogo, lutando até o fim.


Mas em meio à turbulência que vivemos até o time começar a voar, lá em dezembro, conquistar pelo menos o 3º lugar é um ótimo resultado. É frustrante em relação ao futebol praticado pela equipe, mas é um sinal de que dias melhores podem vir logo.


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Reina - Foi importante e sosteve a pressão nos primeiros minutos, quando vaiado por conta do lance polêmico do primeiro turno. Fica abaixo da média, pois falhou no segundo gol da Samp. Nota: 5,5


Hysaj - Neutralizou muito bem as jogadas de um dos mais desejados do futebol italiano, o croata Schick. Acompanhou muito bem as ações ofensivas, e teve bons cortes na defesa. Nota: 6,5


Koulibaly - Fez mais uma vez uma grande partida, na maior parte do tempo neutralizando o ataque doriano, e com bons cortes defensivos, uma síntese da temporada. Nota: 6,5


Chiriches - Um pouco mais seguro do que em outros jogos, não saiu tanto pro jogo. Errou pouco nas saídas, mas ficou meio na incerteza do "marcar ou não, eis a questão", no gol de Quagliarella. Nota: 6,0


Ghoulam - Defensivamente foi muito bem. Ofensivamente, melhor ainda. Criou boas jogadas, com cruzamentos muito bem calibrados, e sempre gerando pânico a defesa adversária. Nota: 7,0


Zielinski - Não foi seu melhor jogo, começou com a parte da marcação um pouco afrouxada, mas ofensivamente foi regular, criando boas oportunidades ofensivas. Nota: 6,0


Jorginho - Não apenas aguentou a pressão da Samp nos primeiros minutos, como pressionou bem o adversário, roubando bolas, e através delas, criando boas jogadas. Nota: 6,5


Hamsik - No começo, com a pressão doriana, parecia meio perdido, mas aos poucos foi se acertando, jogando e correndo o campo inteiro, e sendo um dos melhores ao propor jogo. Quase marcou um belo gol do meio-campo, mas marcou um belo gol de cabeça após troca de passes. Nota: 7,0 


Insigne - Já mereceria o prêmio de melhor em campo pela assistência ao gol de Callejón no segundo tempo, por ter começado a jogada do terceiro gol, e por boas jogadas criadas. Mas o seu gol, o segundo azzurro, foi de uma beleza espetacular. Um gol de supercraque. Nota: 7,5


Mertens - Se não alcançou a artilharia do campeonato, ao menos se manteve nas cabeças dela com mais um gol, um belo gol, com um misto de beleza por encobrir o goleiro rival, e de oportunismo. Teve menos oportunidades que os demais pra fazer mais. Nota: 7,0


Callejón - Parecia meio perdido nos primeiros minutos, mas aos poucos foi se acertando no jogo, acertando jogadas, dando assistência na segunda etapa, e mandando um belo voleio, fechando bem a temporada de gols napolitana. Nota: 7,0


Rog - Entrou bem no jogo, vencendo todos os duelos no meio-campo, com muita vontade, e criando até algumas jogadas ofensivas. Aos poucos vai ganhando espaço no time. Nota: 6,0


Diawara - Entrou com personalidade na gestão da posse de bola quando a vantagem era grande. Não tinha tanta responsabilidade de marcação, por isso pôde jogar tranquilamente. Nota: 6,0


Giaccherini - Entrou para os minutos finais da temporada. Talvez não esteja mais no grupo na próxima temporada, mas o tempo dirá. Foi útil em alguns momentos. Nota: 6,0


Sarri - Conseguiu controlar o ímpeto de uma Sampdoria que vinha forte na marcação, na pressão alta pra conter o jogo napolitano. Soube acalmar as coisas, e contou com a sorte e o oportunismo pra abrir o placar. A partir daí, foi só fazer o que a equipe sabe fazer: jogar futebol bem jogado. O terceiro lugar foi um pecado, mas um bom resultado. As substituições foram muito bem feitas. Nota: 7,5


Site oficial: SSC Napoli
Site oficial: SSC Napoli

O futebol napolitano de 2016-17 foi de tirar o chapéu, e isso foi mostrado diante da Sampdoria.