Napoli aperta o passo no sprint final do campeonato

Chegamos a um ponto do campeonato semelhante a um sprint final de uma corrida. A boa notícia veio já no sábado com a derrota da Lazio, que classificou antecipadamente o Napoli para pelo menos os playoffs da próxima UEFA Champions League.


Contra o Torino, o Napoli já tratou de apertar o passo no início do jogo. Mostrar sua cara e, logo com sete minutos, Allan mandou um bolão pra Callejón, e ele fez um movimento como se fosse cruzar, mas acabou chutando cruzado pra abrir o placar.


Em todos os momentos, o segundo gol parecia uma questão de tempo. Entretanto, por mais que mal tenhamos chutado entre as metas de Hart e perdido boas chances com Callejón, o gol não saia. 


Também é verdade que no primeiro tempo houve um pênalti não marcado contra nós e trocentos impedimentos mal marcados contra o ataque napolitano. O fato é que, contra uma equipe de ataque tão prolífico como o do Toro, liderado pelo artilheiro do campeonato, Belotti, e que só havia perdido o Derby com a Juventus em casa, todo cuidado era pouco.


Depois de um certo tempo em que o Toro ameaçou, era a hora do Napoli matar de vez o jogo. Acabar de vez com essa história e botar mais três pontos na tabela.


E o time de Sarri tratou de fazer isso com classe. Mertens recebeu dentro da área. Deu um passe à la Ronaldinho Gaúcho. Sem olhar, deixou Insigne livre, ali era só chutar. Tão fácil que Hart ficou parado, sem chance de impedir o segundo gol napolitano.


Mertens precisava deixar o seu, para subir um lugar na luta pela artilharia do campeonato. E com uma bela jogada pela esquerda, ganhando de Rossettini, e chutando pro gol. Entre a trave e Hart, de uma bela maneira pra igualar Belotti e virar o vice-artilheiro do campeonato.


Turim é uma cidade onde existem muitos torcedores do Napoli. Passam longe de ser a maioria, como no sul, mas tem um bom número e sempre enchem seu setor no Olímpico de Turim (já que nos jogos contra a Juventus não se é permitido ir ao estádio), e era hora dos meninos de Sarri continuarem o show.


Quem viajou 889 km, ou menos distância que a habitual entre Turim e Nápoles, pôde ver um belo cruzamento de Ghoulam pra área, que Mertens não alcançou, mas lá estava Callejón pra completar de carrinho e confirmar o quarto gol napolitano.


Depois disso, o torcedor partenopeo ainda poderia abrir a mão para festejar a vitória quando Callejón retribuiu os passes que recebeu, relançando uma bola recebida pela direita, em direção ao meio, onde estava Zielinski, que veio como elemento surpresa e colocou o quinto dedo na mão napolitana.


Uma vitória de uma grande equipe, de um grande Napoli, com a primeira derrota do Toro em casa desde dezembro. Superando o recorde de gols em uma temporada do próprio clube, com 107 gols. E igualando um recorde histórico da Serie A, sendo a equipe que mais fez gols fora de casa, 46, como a Juventus da temporada 1949-50. 


Para lembrar de um fato histórico: no verão de 2015, Mihajlovic (que suspenso pelas reclamações no Derby de sábado passado, deu lugar ao auxiliar Attilio Lombardo) e Sarri disputaram o lugar no banco do Napoli. O resultado todos sabem. 


Desde então, foram quatro confrontos entre os dois. Primeiro, uma goleada inapelável por 4 a 0 do Napoli sobre o Milan. Depois, um custoso empate por 1 a 1 no San Paolo. Mihajlovic foi para o Torino, e depois de um 5 a 3 no primeiro turno, um 5 a 0 no segundo turno. Valeu a pena ter escolhido Sarri? 


E a luta continua. Como fazer pra bater a Roma, já que nem da toda poderosa Juventus, que deixou pra ganhar o título na próxima rodada, eles perderam pontos? Bom, é continuar a apertar o passo no sprint final, independente do que aconteça, al di là del risultato, como a torcida tanto fala. 


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Reina - Salvo alguns momentos em que o Torino ameaçou, como num chute de fora da área de Benassi, foi mero espectador, já que o time da casa mal ameaçou a sua meta. Nota: 6,0


Hysaj - Perfeito na cobertura pelo seu lado, não deixou nada passar por ali, mesmo em momentos em que o Toro subia a pressão ofensiva. Na saída de bola, também esteve impecável. Nota: 6,5


Albiol - Outra grande partida do zagueiro espanhol, que não teve nenhum momento de imprecisão defensiva, neutralizou o ataque granata, embora não tenha participado tanto em relação a Koulibaly, por exemplo. Nota: 6,5


Koulibaly - Mais um grande atacante foi neutralizado. Primeiro, Higuaín no confronto do San Paolo em que jogou. Depois, Icardi. Agora foi a vez de Belotti sumir no confronto contra o senegalês, que não deixou passar nada. Nota: 6,5


Ghoulam - Teve alguns problemas com a cobertura no primeiro tempo, mas aos poucos foi se acertando, e impecável no segundo tempo, foi tão bem ao ataque que serviu Callejón no quarto gol. Nota: 6,5


Allan - Fez um primeiro tempo espetacular, não perdia nenhuma bola no meio. Esteve inspirado nos lançamentos, tanto que em um deles, deu um bolão espetacular pra Callejón abrir o placar. Saiu por cansaço. Nota: 7,0


Jorginho - Com a compactação da equipe, e os espaços que davam a ele, foi muito bem no jogo, e conseguia em todos os momentos criar boas oportunidades para que nascessem as jogadas ofensivas. Nota: 7,0


Hamsik - Criou boas ações ofensivas no primeiro tempo, embora não tenha participado tanto em termos de conclusões a gol. Mesmo sendo substituído cedo pra ser poupado, foi o que mais tocou a bola no time. Nota: 6,5


Insigne - Teve uma boa chance no primeiro tempo, tentando por cobertura sem sucesso, mas o seu gol em um momento em que o Toro parecia que tentaria uma pressão, foi importante para matar de vez o jogo. Boa atuação. Nota: 7,0


Mertens - Sua movimentação deixou a defesa do Torino maluca. Seja na hora do passe pra Insigne que desmontou a defesa granata no segundo gol. Seja na hora do gol da vice-artilharia, o terceiro do Napoli, com um belo drible antes de marcar. Nota: 7,5


Callejón - Uma de suas melhores partidas na temporada, sempre entrando com profundidade pela direita, e em duas dessas jogadas, marcou gols por isso. Uma com um belo chute cruzado, outra com oportunismo. Foi poupado nos minutos finais. Nota: 8,0


Zielinski - Entrou pelo cansaço de Allan, mas conseguiu ainda assim, criar um bom impacto ofensivo ao jogo napolitano, e ainda marcou o quinto gol azzurro. Nota: 6,5


Rog - Deu mais energia ao meio-campo napolitano, ajudou na pressão dos minutos finais, embora não tenha criado as suas próprias oportunidades para marcar. Nota: 6,0 


Milik - Entrou nos minutos finais pra participar da festa. Teve uma boa chance, mas a zaga granata lhe negou o gol. Nota: 6,0


Sarri - Mais uma vez uma excelente partida. Foi inteligente na formação inicial, pra colocar Allan pra frear o ataque do Torino. Deu resultado não só na marcação, como na criação de outras boas jogadas ofensivas, com um ataque inspiradíssimo por mais uma vez. Além disso, suas substituições deram bons resultados. Mais do mesmo, tão mais do mesmo, que alguns da imprensa preferem criar especulações e fofocas de seu futuro, e irritar o treinador... Nota: 8,0

Site oficial: SSC Napoli
Site oficial: SSC Napoli

O trio de ataque mais uma vez decidindo um jogo para o Napoli. Parece rotina...