Milão: outro território inimigo conquistado pelo Napoli

Depois do tropeço de domingo passado, muita gente dava a briga como morta. Seria muito difícil a Roma perder tantos pontos, certo? O jogo deste domingo da hora do almoço italiana e da manhã brasileira provou que não, com a grande vitória laziale no Derby.


Ao mesmo tempo, a vitória da Lazio representava uma faca de dois gumes. A Roma havia perdido o seu jogo, a vitória napolitana colocaria as coisas em apenas um ponto de diferença. Mas uma derrota poderia representar não só a distância mantida para a Roma, como trazer de volta a Lazio para a briga da Champions.


Por mais que a Inter estivesse em crise, vencer um clássico é difícil, lá mais ainda. O blogueiro que vos fala lembrava por diversas oportunidades que só havia visto o Napoli ganhar da rival nerazzurra em Milão uma vez na vida (aquele mágico 3 a 0 da temporada 2011-12). 


O Napoli desde o começo do jogo já impunha seu jeito de jogar. Já colocava a Inter em perigo em linhas de passe na área. Mertens por várias vezes recebia livre. Callejón então, nem se fala. Parecia um prelúdio do que viria. Mas, antes, a Inter ameaçaria com Icardi de cabeça. O único momento em que ele ameaçou sair do bolso de Koulibaly. Pegou um ar e logo voltou.


Por várias vezes, o lado direito do ataque napolitano recebia livre. E no lado esquerdo, Insigne estava infernal. Mertens flutuava bem. Só faltava o gol. Passou perto duas vezes, primeiro com Callejón cruzando e Mertens não chegando a tempo de completar. Depois o próprio belga chutou e a bola passou rente à trave.


As jogadas haveriam de funcionar e o gol tinha de sair. Seria por uma jogada pela esquerda com Insigne. Parecia que daria certo. Nagatomo cortou mal. Acabou dando uma bela assistência pra Callejón chutar forte, marcar e finalmente colocar o Napoli em vantagem. Arigatô, Nagatomo.


O Napoli merecia uma vantagem maior. Principalmente se fosse com um gol de Insigne. Primeiro, com um chute colocado que fez o goleiro nerazzurro rezar pra bola não entrar. Depois, em chute de fora. Nada. Handanovic ainda defenderia um chute de letra de Lorenzo. E por várias vezes quase foi encoberto na partida.


1 a 0 acabou sendo pouco diante do domínio do Napoli. A Inter só ameaçou de verdade no abafa nos minutos finais, e minutos antes em um chute cruzado de Perisic que Reina defendeu sem sustos. Uma vitória ótima para tabela. Uma vitória gigante.


Para se ter uma noção do tamanho deste triunfo, o Napoli não vencia as duas partidas em Milão desde a temporada 1932-33. Doppietta contra os dois de Milão? Nunca havia conseguido. E o Napoli de Sarri conseguiu.


Conquistamos Milão, assim como conquistamos Roma pela primeira vez na história em uma mesma temporada. Um feito muito difícil, que poucos conseguem. Como referência, a Juve foi duas vezes a Milão essa temporada e perdeu as duas, e há algumas temporadas não consegue ganhar dos dois por lá, idem a Roma.


Foi a primeira vitória com placar magro pela Serie A, a segunda na temporada. Um placar magro, mas que representa uma engorda de pontos e um emagrecimento da distância para o segundo lugar e a tão sonhada vaga direta para a Champions League. Briga boa. E enquanto isso, o Napoli conquista territórios inimigos, como Roma e Milão. 


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Reina - Seu centésimo jogo com a camisa napolitana foi uma boa partida quando foi acionado. Boas saídas de gol, uma defesa sem susto no segundo tempo, e outra em dois tempos na primeira etapa. Seguro. Nota: 6,0


Hysaj - Ofensivamente foi muito bem diante da marcação sob pressão dos atacantes interistas na saída de bola. Defensivamente muito seguro também, concedendo poucos espaços no seu lado. Nota: 6,5


Albiol - Os atacantes interistas não lhe fizeram cócegas, e o seu trabalho ajudou que Koulibaly tivesse espaços para começar a saída de bola por ali. Na marcação foi completamente impecável. Nota: 6,5


Koulibaly - Icardi ainda está no bolso dele. Fez um dos melhores atacantes da Serie A desaparecer no confronto contra ele. Além disso, foi importante com bons cortes, e boas roubadas de bola, como num lance com Eder. Nota: 7,0


Ghoulam - Teve alguns momentos de imperfeições não aproveitados pelo ataque interista. Alguns erros de cruzamento acabaram não fazendo a diferença, mas muitas vezes ele municiava bem o inspirado Insigne. Nota: 6,0


Zielinski - Nem tão presente na marcação, mas foi importante pra puxar vários contra-ataques na primeira etapa. Dos seus pés, nasciam várias jogadas ofensivas, inclusive algumas grandes oportunidades ao colocar Mertens na cara do gol. Nota: 6,5


Diawara - Foi importante na fase defensiva recuperando boas bolas, interceptando passes, e muito bem na fase ofensiva, criando boas opções de passe em uma marcação pressão grande da Inter. Nota: 6,5


Hamsik - Depois de uma partida desastrosa na última rodada, o capitão voltou ao normal e fez uma boa prova. Sempre ajudava Diawara criando opções de passe contra a marcação-pressão nerazzurra, e criando boas chances para o trio ofensivo. Nota: 6,5


Insigne - Estava infernal. Criou o lance do gol napolitano, mas merecia ter criado vários outros gols. Estava em uma noite em que parecia um fantasista. Por várias vezes fez Handanovic provar que é um grande goleiro ao fazer milagres. Deu sorte de não ter sido encoberto. Nota: 7,0


Mertens - Deixou a defesa da Inter muitas vezes tonta, entrava na área com facilidade. Não teve a mesma facilidade para o chute como em outros jogos, muito por Handanovic crescer na frente dele, mas fez uma boa partida. Nota: 6,5


Callejón - Fez a Inter sofrer pelo seu lado ofensivo. Nagatomo terá pesadelos com ele. Sempre criando boas oportunidades, e sendo oportunista no momento certo para colocar o Napoli na frente e marcar o gol da vitória. Nota: 7,0


Rog - Entrou bem na partida, com boa ajuda na marcação, e puxando bons contra-ataques, até criando oportunidades e assustando a defesa nerazzurra. Nota: 6,0


Allan - Entrou com bom espírito nos minutos finais, bem no jogo, e com forte poder de marcação, com uma boa pressão nos adversários em momentos em que a Inter ameaçava voltar ao jogo. Nota: 6,0 


Milik - Nos minutos finais se não foi tão participativo na sua principal função, como atacante, foi muito importante na fase defensiva da equipe. Nota: 6,0  


Sarri - Uma partida a se exaltar. O 1 a 0 foi muito pouco pra declarar o que foi a partida. Por incrível que pareça, essa foi a primeira vitória com placar magro da temporada pela Serie A (já havíamos vencido com esse placar na Coppa). Mas o placar não merecia ser assim pelas chances que o time criou. Além disso, o time foi muito seguro defensivamente contra um rival de boas forças individuais, ainda que não prevaleça coletivamente. Fez boas substituições também em momentos importantes do jogo. Nota: 7,0


Site oficial: SSC Napoli
Site oficial: SSC Napoli

Callejón aproveita o presente pra colocar o Napoli na frente. Arigatô, Nagatomo!