O doce chocolate de Páscoa napolitano

Reprodução: Getty Images
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Durante o jogo, a Curva A exibiu esta bela faixa em apoio ao Borussia Dortmund após os ataques de terça-feira: 'Juntos com a cidade de Dortmund'


Pela primeira vez desde 2009, o Napoli jogava a tradicional rodada de sábado de Aleluia no San Paolo. Era hora de dar o presente a sua torcida e continuar na caça à Roma pela segunda posição. Mas a rodada mais cedo nos reservou algumas boas surpresas; os empates de Roma e Lazio (que bem que poderia ser uma derrota).


Vencer a Udinese já seria uma obrigação. Com a oportunidade que se abria, já que rodada boa pro Napoli só acontece umas duas ou três vezes na temporada inteira, se tornava uma obrigação maior ainda. Pra isso, pela primeira vez na temporada, Sarri repetiu uma formação, a do jogo passado contra a Lazio. 


Contra o time friuliano parecia que seria mais fácil. Com amplo domínio na posse de bola e sempre próximo ao ataque, o Napoli dava a impressão de que o gol estava próximo. O fato é que, no primeiro tempo, só uma cabeçada de Albiol gerou real perigo a Karnezis.


Era preciso mudar a postura, ser mais incisivo no segundo tempo. Não precisou muito tempo pra Jorginho lançar Mertens na cara do gol, onde ele é fatal, e foi assim que o belga abriu o placar. O 21º gol, o 21º motivo pra que se renove o contrato dele. E seu agente, além de seu advogado, estava lá no San Paolo para isso...


Em um dia de lei do ex na Itália aplicada de diversos métodos, ela passeou pelo San Paolo. Primeiro, rondou a nossa área, quando após cruzamento, tiveram a grande ideia de deixar Zapata sozinho pra cabecear. Pra nossa sorte, a bola foi na trave. 


Era hora da lei do ex agir a nosso favor pela segunda vez na temporada, e com um jogador que ainda está no elenco (já que Gabbiadini, que fez contra a Samp, hoje brilha nos Saints). Heurtaux bobeou na frente de Allan. O brasileiro tomou a bola, avançou e chutou forte pra ampliar o placar e não comemorar contra seu ex-clube.


Ali faltava o tiro de misericórdia pra fechar o jogo. Insigne chegou na frente de Karnezis e queria tocar de calcanhar. O goleiro grego lhe negou. Mas Callejón estava do outro lado pra bater cruzado, fechar o jogo e consumar de vez o doce chocolate napolitano.


Se não no placar, já que temos dúvidas se 3 a 0 é goleada, mas ao menos no banho técnico do Napoli durante quase toda a partida, salvo momentos de perigo do time friuliano, houve superioridade em quase todas as ações, com o time de Sarri tendo chutado quase o triplo ao gol do que o time de Delneri.


E alguns números importantes foram feitos. Com o gol de Allan, o brasileiro foi o 13º jogador a marcar um gol na temporada napolitana. O gol de Mertens fez o belga igualar o seu recorde em uma só temporada, feito no PSV em 2011-12, em que marcou 27 gols.


E a melhor destas estatísticas: com o gol de Callejón, agora quatro jogadores possuem um número de dois dígitos em gols na Serie A. Nenhum clube na Europa (das 5 grandes ligas) fez isso essa temporada. O Napoli consegue manter o mesmo rendimento em pontos da temporada passada, e com um ataque cada vez mais coletivo.


Além disso, neste sábado saíram notícias positivas sobre as negociações para renovação de contrato de Insigne e Mertens. Quanto a Lorenzo, já se banca que está tudo acertado para a renovação até 2022. Sobre Dries, as conversas evoluíram bem e, apesar do interesse do United, se fala em permanência.


Todos esses fatores tornam bem mais doce o chocolate de Páscoa do torcedor napolitano. 


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Reina - Teve muita sorte, assim como a defesa napolitana inteira, da bola na trave de Zapata. Além disso, fora o lance trapalhão de Callejón no fim do jogo em que fez uma grandiosa defesa, não teve tanto trabalho. Nota: 6,0


Hysaj - Limitou muito bem pelo seu lado defensivamente as jogadas da Udinese, especialmente de Théreau, nulo na partida. Ofensivamente, ainda deu uma boa ajuda nas triangulações com Allan e Callejón. Nota: 6,5


Albiol - Na fase defensiva, uma boa partida, sem grandes sustos e nenhum erro. Na frente, se arriscou algumas vezes, e teve um lance duvidoso de pênalti quando Halfredsson lhe tocou na área. Nota: 6,0


Koulibaly - Falhou em somente dois momentos na luta contra Zapata. Em um, a bola na trave do colombiano. Em outro, quando a partida já estava em 3 a 0 a favor do Napoli, deu muita sorte do árbitro não ver uma falta dentro da área dele no ex-napolitano não marcada. De resto, foi bem no jogo, com boas antecipações. Nota: 6,0


Strinic - Com uma disposição impressionante, sempre estava presente em todas as disputas de bola pela esquerda, mostrando um bom ganho defensivo em relação a Ghoulam, e anulando De Paul. Nota: 6,5


Allan - Com o físico melhor, o seu jogo fica melhor. Não a toa que tem ganho mais bolas no meio-campo, e acompanhando bem as ações ofensivas. Foi assim, ganhando boas bolas, que marcou o segundo gol napolitano. Nota: 7,0


Jorginho - Outra partida importante do ítalo-brasileiro. Com uma precisão impressionante (95% de passes certos de 161 toques), foi quem ditou o ritmo da equipe. Não a toa o passe do gol de Mertens que abriu o placar foi dele. Nota: 7,0


Hamsik - Se com a bola já é importante, neste sábado foi importante sem ela. É que no lance do primeiro gol, se pode notar que ele puxa a marcação dos defensores friulianos pra si, enquanto Mertens recebe a bola livre. Fora isso, sempre tentava criar boas ações. Nota: 6,5


Insigne - No primeiro tempo, era ele a buscar jogo contra uma Udinese que tentava se trancar como podia. No segundo tempo, procurou jogo e teve mais espaços, com uma boa partida. Nota: 6,5


Mertens - Abriu o placar novamente quando tudo parecia difícil. Recuperando bolas, como no início da jogada do segundo gol, ajudando na marcação, e criando jogadas. Mas o seu essencial foi mesmo a finalização, que lhe deu o primeiro gol no jogo, igualando seu recorde numa temporada. Nota: 7,0


Callejón - Chegou a dupla numeração de gols no campeonato. O seu jogo de sacrifício para a equipe, correndo e voltando com a mesma intensidade, mais uma vez foi premiado com gol. Nota: 6,5


Rog - Vinte minutos de muita vontade do jovem croata em campo, ajudando bem na fase defensiva, nos contra-ataques, e com a intensidade que a equipe precisava pra fechar o jogo. Nota: 6,0


Milik - Procura incessantemente o gol para coroar sua volta aos gramados. Passou perto de tocar na bola em um belo cruzamento de Callejón, e teve um bom chute de longe. Compensou a falta de gols com vontade e tentativas de criação. Nota: 6,0


Zielinski - Entrou para fazer descansar Hamsik e ganhar minutos de jogo. Tocou pouco na bola, mas no que tocou, participou dos ataques, e foi bem. Nota: 6,0


Sarri - Pela primeira vez repetiu a equipe napolitana na temporada. E apesar de um primeiro tempo irregular, um segundo tempo belíssimo, de bom futebol, e eficiência quando esteve frente a frente com Karnezis. E mais uma vez a equipe soube abrir espaços quando precisou. Além disso, quanto ao seu trabalho, todas as três substituições foram bem feitas. Nota: 7,0


Site oficial: SSC Napoli
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