Napoli: vitória para curar a ressaca da Champions

Para o Napoli, a ressaca da eliminação contra o Real Madrid não poderia durar. Afinal, na Serie A, vale a luta pela próxima Champions League. E contra um adversário que seria inadmissível perder sequer um ponto, afinal, o Crotone não ganhou nenhum jogo fora de casa e tem sentença praticamente definida para o retorno à Serie B.


E desde o começo, o Napoli já dominava a partida. Com muito toque de bola e uma posse que ao final da partida chegou a 81% (a maior porcentagem na Serie A em uma partida desde a temporada 2004-05), criava chances, como em chutes de Callejón e Insigne.


E a pressão funcionou. Pouco depois da meia hora de jogo atingida, Sampirisi deixa de acompanhar a bola e acaba derrubando Insigne. Ele próprio bateu e colocou o Napoli na frente do marcador.


E o inexperiente árbitro aprontaria das suas. Hamsik foi "tocado" por Sampirisi dentro da área. Um lance não faltoso, mas o árbitro - sabe se lá o porquê - deu pênalti para o Napoli. Na cobrança, Mertens, que havia entrado no lugar do cone Pavoletti, converteu e ampliou a vantagem. 


Para não gerar dúvidas, Jorginho lançou Insigne, que sozinho, cara a cara com o goleiro, ampliou a vantagem e fez sua doppietta, 3 a 0. Não foi um grande futebol apresentado, por mais que os números façam parecer o contrário.


De preocupante em relação à equipe, somente a situação de Pavoletti, que parece em outra realidade frente ao resto da equipe. Fora de tempo de bola e totalmente perdido nas jogadas. 


Além disso, uma rodada de arbitragens tenebrosas. Não bastasse o pênalti duvidoso (na minha visão, foi) depois dos acréscimos para a Juve contra o Milan, nesse fim de semana tivemos diversas trapalhadas. O pênalti mal marcado pro Napoli, outros duvidosos em Inter-Atalanta, o gol mal anulado do Palermo diante da Roma no começo do jogo... 


Em tempo: a torcida do Napoli mostrou uma bela faixa de apoio a Quagliarella, depois da reviravolta em sua história. Escrevi sobre a sua história aqui.


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Reina - Foi um mero espectador da partida, exceto por uma boa defesa em um chute de Falcinelli. Não precisou nem sair muito da área defendida por ele mesmo para defender. Nota: 6,0


Hysaj - Algumas boas jogadas ofensivas no primeiro tempo, no segundo, mais tímidas. Defensivamente, teve algum trabalho em alguns momentos, e minutos de folga em outros. Nota: 6,0


Chiriches - Alguns sustos na saída de bola no primeiro tempo, mas aos poucos foi se acertando defensivamente. Algumas vezes chegou até a se aventurar no ataque. Nota: 6,0


Koulibaly - Jogo sem tantas complicações para o senegalês, com bons cortes defensivos, e começando muito bem a saída de jogo de lá de trás da defesa. Nota: 6,5


Strinic - Uma partida de boa condição física, já que ia e voltava muito bem. Os cruzamentos na área não eram lá essas coisas, mas a partida foi relativamente boa. Nota: 6,0


Rog - Por algumas vezes, perdeu bolas fáceis no meio. Parecia de ressaca, basicamente. Deu muita sorte do critério do árbitro não ser rigoroso, pois se fosse, poderia ser expulso. Nota: 5,5


Jorginho - Uma partida de grande nível do ítalo-brasileiro. Distribuiu jogo muito bem o tempo inteiro (como o número de passes na partida mostra), e mandou um belo passe pra Insigne fazer o terceiro gol. Nota: 7,0


Hamsik - Ajudou a trabalhar bem o jogo no meio-campo, com bons lançamentos e triangulações. Como (de)mérito, tem o fator do pênalti que conseguira para o segundo gol. Nota: 6,5


Insigne - Uma grande partida, atingindo pela primeira vez um "duplo duplo", já que chegou a 11 gols e 10 assistências na temporada. Quando tudo estava mais difícil, era ele quem criava, e no fim, foi ele quem decidiu a partida a favor do Napoli. Nota: 7,5


Pavoletti - Parece fora de sintonia com a equipe, ainda que tenha feito bons pivôs, as boas chances que teve, perdeu. E estava sempre mal posicionado, perdido no jogo. Nota: 5,5


Callejón - Algumas boas chances com ele pela direita, mas foi menos acionado em relação a Insigne. Errou pouco, e gerou perigo, especialmente em finalizações. Nota: 6,0


Zielinski - Teve boa ofensividade quando entrou em campo e corrigiu os problemas com a defesa, ainda que não precisasse trabalhar tanto lá atrás, já que o Crotone se defendia como podia. Nota: 6,0


Mertens - Entrou bem no jogo, e logo de cara já converteu um pênalti. Ficou próximo da doppietta que o zagueiro lhe negou, e mudou a ofensividade da equipe quando esteve em campo. Nota: 7,0


Giaccherini - Entrou nos minutos finais para tentar jogadas, mas não fez muito, ainda que com seu espírito de jogo, tentasse, sem sucesso, algumas vezes um perigo ao adversário. Nota: 6,0


Sarri - Uma boa prova da equipe. Com uma grande posse de bola, ainda que o adversário não quisesse jogar, conseguiu o maior índice nisso em 12 anos. Talvez poderia criar mais oportunidades, já que o adversário e o estádio lotado queriam um show, mas o que importa são os três pontos, e o Napoli soube fazer isso muito bem. Além disso, o "mister" foi inteligente para fazer as três substituições no momento certo da partida para vencer o jogo. Nota: 7,0


Reprodução: Getty Images
Reprodução: Getty Images

“No inferno que viveu… enorme dignidade! Reabraçaremos Fabio, filho desta cidade”, faixa da torcida do Napoli para o histórico perdão do ex-"traidor" Quagliarella.