Medalhões da defesa falham, mas Cutrone salva o Milan de um vexame

Venceu, mas não merecia. Se foi assim que você, milanista deste meu Brasil Varonil, sentiu-se depois de pular do sofá derrubando todos os controles remotos e remédios para pressão comemorando o gol de Cutrone aos 94 minutos de partida, bem-vindo ao clube. Novamente, não é porque ganhou que não podemos reclamar, e muito dessa vez.


Vincenzo cabelinho Montella voltou a fazer o necessário rodízio de alguns jogadores, com exceção de Donnarumma, Bonucci, Romagnoli e Kessie - este último que, aos poucos, vai claramente perdendo rendimento por conta do cansaço. O técnico fez experiência com Borini na ala esquerda, começou a partida com Hakan e Locatelli no meio campo e a dupla de ataque foi formada por André Silva e Cutrone.


Não podemos culpar o rodízio ou a idade dos jogadores por mais uma atuação terrível desse jeito. Não houve meio de campo, não houve criação. Vimos os dois atacantes isolados, Hakan não conseguindo exercer sua função com fluidez, Kessie morrendo em campo. O Milan se valeu novamente da falta de qualidade técnica do adversário para construir uma vitória até os 85 minutos de partida, quando uma pixotada de Bonucci e uma saída de gol para lá de questionável de Donnarumma presentearam os croatas com o primeiro e, na sequência, outra péssima decisão de Romagnoli deu aos visitantes um pênalti muito bem batido e convertido. Resumo da ópera: aos 90 minutos a partida estava empatada.



Vamos parar e respirar um pouco. Claro, a atuação do Diavolo foi uma bosta, daquelas que dá vergonha de assistir, e não apenas pelos erros dos defensores. Contudo, a culpa DESSA VEZ não é toda do treinador. Montella fez o que dele se esperava, colocou Bonaventura logo após o intervalo, deu a titularidade a André Silva e ele anotou o seu 6º na 6ª partida pela Liga Europa. Escalou a defesa titular contra um adversário notoriamente mais fraco, e a vitória estava garantida até os 85 minutos de jogo e a discussão passaria longe do cabelinho nesse aspecto. As cagadas foram individuais, específicas dos jogadores mais badalados do time - Bonucci e Donnarumma - e de um zagueiro que ainda não se arrumou nesse trio. A análise deve ser feita por esse caminho.


Getty Images
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Isso, garoto, salva esse time de mais uma vergonha


Pois bem, a sorte nos sorriu quando Cutrone, o menino de ouro do ataque rossonero, precisou de um toque sutil após lindo passe de Borini para desviar a bola do goleiro Sluga e evitar um empate com cara de vexame em pleno San Siro. Vitória garantida, 3 pontos na carteira e assunto demais até o domingo, quando o Milan receberá a Roma.


- Curtinhas - 


Sobre Carlo Ancelotti, que acabou de ser demitido do Bayern da Monique, e a sombra gigantesca que ele faz em Montella vamos falar futuramente. Aguardem.


Cá entre nós, Bonucci não vem demonstrando aquela segurança da época de Juventus há um bom tempo. O time todo não está jogando aquelas coisas, mas ele chegou com pompa, circunstância, falando grosso e com a faixa de capitão, então, pode receber mais cobrança, sim, senhor.


Pode ter sido impressão minha, mas achei que Fabio Borini não foi tão mal assim lá pela ala esquerda


No primeiro gol do Rijeka, critico a saída de Donnarumma, pois ele poderia simplesmente ter segurado a bola com as mãos ou derrubado Acosty. Seria expulso no máximo, e o gol não teria ocorrido. Enfim, achei uma opção cômoda dele.