Milan: uma notinha de rodapé insignificante na última rodada

Em uma rodada final ofuscada pela despedida de uma lenda do futebol italiano e uma das últimas bandeiras de uma época, o Milan seguiu à risca o que se pede e conseguiu se tornar uma notinha de rodapé insignificante e irrelevante, assim como sua atuação na merecida vitória do Cagliari neste domingo.


Cabe aqui uma crítica a escolha feita por Montella para essa última rodada. A partida não valia mais nada, os jogadores estão mais preocupados com os movimentos de Fassone e Mirabelli no calciomercato do que com qualquer outra coisa e, em vez de dar uma oportunidade para alguns jovens que se destacaram no Milan Primavera, tais como Cutrone, Zanellato e Plizzari, Montella escolheu presentear figurões com uma chance de se despedir da torcida. O resultado? Nós bem vimos.



Tivemos um circo de horrores que define bem esse banco de reservas do Milan e como seria essa temporada caso Donnarumma, Romagnoli, Suso, Bonaventura e Deulofeu não estivessem em campo em plena forma, lembrando que o espanhol #8 até começou a partida, mas logo foi substituído por conta de possível lesão. Falhas grotescas de Bacca e Paletta - com sua 5ª expulsão na temporada, um recorde -, a sonolência já conhecida de Honda, a incapacidade de Ocampos de finalizar uma jogada bem, os espaços deixados por Vangioni e as quedas drásticas de produção de Kucka e Mati Fernandez foram bem explorados por Borriello, João Pedro e Diego Farias.


A derrota não dói tanto, mas se torna mais um sinal de alerta para a quantidade de mudanças que devem ser feitas para que os próximos anos sejam menos doloridos de se acompanhar o Diavolo chinês.


- Curtinhas -


A queda de braço entre Milan e Raiola/Donnarumma chegou ao seu clímax, com indiretas de ambas as partes pela imprensa. Sobre isso vou falar em outro momento.


Hoje foi oficialmente a última partida de Keisuke Honda pelo Milan. O japonês já se despediu em seu instagram e twitter. Outro que usou as redes sociais para uma postagem em tom de despedida foi Gerard Deulofeu.


Não oficialmente, mas cada vez mais próxima, a despedida de Carlinhos Bacca não poderia ser mais melancólica, com um pênalti desperdiçado.