Agora vai? A venda do Milan em três atos

Após muita enrolação e alguma desconfiança, podemos voltar a falar da venda do Milan. Antes de mais nada, contudo, uma repassada rápida nos acontecimentos mais importantes se faz mais do que necessária e, por conta disso, vamos fazer o seguinte: A data da oficialização da venda dessa vez foi marcada para o dia 13 de abril, então teremos uma série de 3 textos sobre o assunto a começar por hoje. 


A tratativa oficial foi iniciada em Agosto de 2016 entre o consórcio chinês Sino-Europe Sports e a Fininvest, holding da Famiglia Berlusconi e real dona do controle acionário do Milan. Após um depósito de 100 milhões de Euros, as partes anunciaram o dia 12 de dezembro para finalizar a negociação. Ficamos todos felizes e excitados com a possibilidade de um calciomercato de meio de temporada já completamente diferente do que há anos víamos, com investimento de verdade. Todavia, por conta de burocracia ligada à saída do montante total do dinheiro da China, a finalização da venda foi adiada para 3 de março. Por conta disso, a SES pagou mais 100 milhões de Euros para a Fininvest para garantir a continuação da negociação.


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Esse adiamento não caiu muito bem nos estômagos de milanistas e jornalistas italianos, que aproveitaram o tempo que tinham e pesquisaram um pouco mais sobre o tal consórcio chinês - que ainda não havia revelado seus participantes. Algumas pontas soltas foram encontradas, além de diversas teorias sobre a verdadeira natureza dessa venda. A mais importante de todas foi a possibilidade de toda essa negociação ser uma fachada para que Silvio Berlusconi trouxesse, por meio de laranjas orientais, alguns milhões que ele teria exportado para esconder da Receita Federal italiana e fugir de impostos. Afinal, vocês acham que o time do Barcelona aprendeu a sonegar com quem?


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- Sonego mesmo



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Quando finalmente chegamos no dia 2 de março, às vésperas da venda, veio AQUELE balde de água fria em todo milanista. A Sino-Europe Sports implodiu pois alguns dos empresários que faziam parte dela não teriam como cumprir com os compromissos e o cabeça da operação, Yonghong Li, ficou sozinho nessa com um abacaxi do tamanho do San Siro para descascar.


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- Vem, chinesada, vem!


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O que ele fez? Como Yonghong Li resolveu a situação? Seriam os deuses astronautas? Como o Superman e o Batman antes dos "Novos 52" conseguiam vestir a cueca antes da calça? Por qual motivo, razão ou circunstância a ESPN coloca o Editor-Chefe do ESPN FC para aparecer nas transmissões sempre à meia altura? A resposta de (quase) todas essas perguntas, queridos amiguinhos, só amanhã, no mesmo bat-horário, no mesmo bat-canal.