United 2-0 Leicester: menos brilho, mais evolução

Performance, resultado e ânimo: o United de 2017/18 tem tudo e mais um pouco, por enquanto. Depois de massacrar o West Ham em um jogo simples e mostrar para o Swansea que pode aniquilar adversários a qualquer momento, a equipe venceu o Leicester em outro panorama. O conjunto foi menos espetacular e as estrelas não brilharam como vinha acontecendo, mas isso não diminui a evolução que estamos acompanhando. Três boas vitórias, 10 gols anotados e nenhum sofrido e a liderança isolada da Premier League. Largamos na frente em uma competição que costuma premiar quem pontua com constância, então não temos motivos para diminuir a empolgação.


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Uma das vontades de boa parte da torcida - me incluo fortemente nessa - foi correspondida na escalação. Mourinho repetiu 10 dos jogadores que impressionaram nas primeiras duas rodadas e, na ponta esquerda, sacou Rashford para dar vaga ao crescente Martial. O francês fez ótima pré-temporada e entrou muito bem nos últimos finais de semana, marcando duas vezes e dando uma assistência em 26 minutos. Lindelof voltou a se ausentar da lista de relacionados, indicando uma adaptação relativamente pesada para o zagueiro. Jones e Bailly continuaram com a titularidade.



Com a bola rolando, os momentos iniciais foram caracterizados por um domínio pouco eficaz. Nossa superioridade (tanto numérica quanto qualitativa) nas zonas centrais fizeram com que conseguissemos chegar perto da área, mas o back four deles manteve boa compactação e dificultou as coisas. Claramente faltava amplitude e profundidade nos flancos, levando em conta que os wingers estavam correndo na diagonal central e os laterais não avançavam tanto. Outra vez, Blind e Valencia foram ativos no counterpressing (ficando na sobra para quebrar a transição uma vez que ultrapassassem nossa primeira linha de marcação) e deixaram a desejar na produção ofensiva.


Fomos engrenar de vez, porém, quando o jogo entrelinhas de Mata apareceu. O espanhol soube manipular com excelência os espaços em torno de James e Ndidi, possibilitando que os companheiros apoiassem a articulação com proximidade. A partir desse cenário, as chances aumentaram e pelo menos uns 3 golaços quase foram anotados. Pogba continua com sua expressividade pós-Matic e participou bastante. Anthony unia criatividade com habilidade na esquerda e teve uma movimentação extremamente positiva, invadindo a área quando possível e bagunçando a defesa. Lukaku teve sua melhor apresentação como pivô, abusando do físico ao escorar lançamentos ou simplesmente segurar os marcadores.



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Pressionamos com propósito, encurralando os comandados de Craig Shakespeare e fazendo por merecer um placar diferente. Schmeichel e a pontaria um pouco abaixo do esperado foram mantendo a igualdade, porém, e o treinador dos Foxes aproveitou para fechar ainda mais a casa. A troca de Okazaki e Albrighton por King e Gray foram as alavancas para um meio reforçado e contragolpes elevados, equilibrando o confronto e ameaçando nossa tranquilidade. Só que temos o rei de assistências em toda a Europa nesse embrião de campanha. Em ótima cobrança de escanteio, Mkhitaryan encontrou Rashford livre na marca do pênalti e registrou seu 5º passe para gol em três aparições.


Getty Images
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Lukaku perdeu pênalti, mas foi importante durante o jogo e cansou a defesa adversária


Antes disso, Romelu havia desperdiçado oportunidade no mesmo local. Em penalidade máxima, o artilheiro bateu firme mas parou no camisa 1. Tem crédito e foi um momento isolado dentro de uma trajetória bonita até aqui. Para garantir o resultado, a mão (estranha) de Mourinho pesou. Fellaini e Lingard substituíram Mkhi e Martial e foram cruciais logo em seguida - o inglês fez a jogada e o belga completou pras redes. Com o freio de mão puxado, o ritmo esfriou e ficou por isso mesmo.


Menos brilhantes, mas continuamos convencendo de maneiras distintas. Agora descansamos no international break e voltamos aos gramados no dia 09, visitando o Stoke no Britannia Stadium. Sempre um teste encardido e teremos um parâmetro maior para avaliarmos o desempenho. Enquanto isso, tranquilidade pela soberania inicial.