Andreas Pereira foi a grande notícia nos primeiros amistosos do United

Com a vitória sobre o Real Salt Lake, o United fechou a parte "fácil" desse tour pelos Estados Unidos. A preseason teve início com dois triunfos, levando em conta o sonoro 5 a 2 aplicado no Los Angeles Galaxy. Alguns destaques positivos puderam ser vistos, mas nada que defina uma opinião ou forme embasamento para análises completas. Precisamos ir com calma nesses amistosos, principalmente na questão da performance de peças estabilizadas no elenco. Diria que 80% do propósito desses testes é identificar novos padrões e a postura de novos talentos. Vamos ao que interessa.


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Citei no último texto que um dos pontos interessantes das partidas se trata no rendimento de Andreas Pereira. E as primeiras impressões do garoto em seu retorno pós-empréstimo são ótimas. Atuou no segundo tempo em L.A e chamou atenção por desempenhar a função de regista, praticamente. Não avançou pro campo ofensivo e manteve a bola girando desde seus pés, com bons passes verticais e bastante frieza sob pressão. Na segunda-feira a posição foi a mesma.



De novo com a etapa final a sua disposição, o brasileiro foi o coração do conjunto e atraiu até uma marcação especial. Os dois atacantes opostos frequentemente se posicionavam em torno do camisa 15, obrigando que se movimentasse mais pra participar das jogadas. A energia nas corridas, então, teve intensidade elevada em relação ao primeiro amistoso. Resultou em uma pegada forte nas divididas - certa deficiência visível no timing - e, principalmente, na exposição de seu poder de criatividade.


Acontece que Valencia foi expulso por um pontapé desnecessário e fez com que perdessemos um pouco do controle. Os anfitriões passaram a ousar mais nas investidas e nosso volante/meia/articulador tratou essa mudança no cenário com eficiência. Ao lado do perdido Fellaini e do prestativo Herrera, Pereira conseguiu ser o mais ativo. Fez um desarme crucial dentro da área, teve interceptação na meia-lua e uma quase assistência (Smalling desperdiçou seu cruzamento certeiro). Mourinho com certeza gostou do que viu nessas duas apresentações. 



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No ponto de vista coletivo, porém, não podemos levar tão a sério ambos os confrontos. Apesar de Galaxy e o Salt Lake serem os únicos adversários que estão no meio de seus campeonatos, o nível competitivo é muito baixo. E os próprios treinadores fizeram questão de rebaixar ainda mais, rodando bastante suas equipes e dando chance para jogadores inexperientes. O RSL, por exemplo, usou 27 atletas durante os 90 minutos. Rodízio que mostra a ausência de importância e explica a falta de entrosamento, coesão tática no geral.



Os próximos compromissos, por outro lado, nos trarão parâmetros bem respeitáveis. O United faz mais três jogos antes de voltar para a Europa. Na quinta-feira (20) teremos o Manchester Derby em Houston e nos dias 23 e 26 enfrentaremos Real Madrid e Barcelona, nesta ordem. O que chamou sua atenção nesses primeiros momentos de pré-temporada? Deixe sua opinião nos comentários!