United: o peso da saída de Rooney é nulo, mas sua história permanece

A janela de transferências abriu oficialmente no início do mês, nosso elenco viaja para a pré-temporada no próximo domingo e… nada de reforços. Até agora, apenas Victor Lindelof, jogador que deve formar a dupla de zaga titular ao lado de Eric Bailly. Griezmann não vem, os rumores envolvendo Cristiano Ronaldo não tinham profundidade, a novela Alvaro Morata já está entediante e o clube perde tempo com Perisic. O próprio Mourinho teria expressado seu descontamento com o trabalho da direção e os passeios de Ed Woodward em um período tão importante.


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O fato é que, apesar de toda a grana a disposição, não temos motivos - nesse exato momento - para nos animarmos com as contratações. Não é o que os sinais indicam, mas espero que a comissão técnica tire coelhos da cartola daqui pra frente. Até o Arsenal teve anúncio importante com a compra de Alexandre Lacazette - um atacante que seria titular por aqui, diga-se de passagem. Enfim, o que nos resta é comentar as possíveis saídas de Old Trafford. A história de Wayne Rooney com a camisa do United pode estar se aproximando do fim.


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O camisa 10 - que foi melhor com a 8 e a 9 - provavelmente se despediu levantando o único troféu que faltava em sua estante


O papel secundário do inglês fez com que seu nome estivesse frequentemente ligado a especulações, e a narrativa preferida da imprensa deve se concretizar. O Everton, time do coração e responsável por revelar o talento para o mundo, está conversando com nossos representantes nesta semana. A manchete sempre foi tratada com naturalidade - pelos motivos supracitados -, mas o caso ganhou força quando o empresário do atleta foi fotografado na entrada do escritório do chairman dos toffees.


O encontro de Paul Stretford com Bill Kenwright teria tratado apenas das exigências do seu cliente, mas talvez a questão mais importante não esteja ao alcance dos dois. Falo do salário, que inexplicavelmente alcança a marca de £350 mil por semana em Manchester. Mesmo em claro declínio técnico, físico e psicológico, fomos capazes de oferecer um contrato de superestrela. Por isso a dificuldade constante de fechar um negócio; não é coincidência que poucas equipes demonstraram interesse em uma peça tão midiática. E que ele mesmo não tenha se mexido para ganhar minutos em outro lugar.



Os empecilhos com valores não param por aí. Ronald Koeman já gastou quase £100 milhões com as aquisições de Jordan Pickford (Sunderland), Michael Keane (Burnley), Davy Klaassen (Ajax) e Sandro Ramírez (Málaga), além de Morgan Schneiderlin em janeiro. Farhad Moshiri, sócio majoritário do Everton, considera o retorno de Wazza uma de suas prioridades - mas não estaria disposto a desembolsar tanto dinheiro. Segundo diversas fontes britânicas, existem duas possibilidades.



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A primeira é de que o Shrek saia de graça e tenha seu salário renegociado no Goodison Park - algo em torno de £250 mil/semana (o contrato de Ross Barkley, inclusive, não foi renovado para manter um espaço disponível na folha). A outra opção consiste em um empréstimo, com seu novo time pagando cerca de 50% dos £350 mil. Eses detalhes envolvem muitos fatores internos que não podemos prever, então fica apenas uma ideia. Concreto é a sondagem, o andamento da negociação e o peso mínimo dessa saída em nosso plantel.


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Em 2002, uma estrela surgia no Everton de David Moyes


No momento - desde 2013, na verdade - a transferência agrada todas as partes envolvidas, de membros dos respectivos clubes à torcedores. Que se deixe de lado o nervosismo motivado pelo mesmo nas últimas campanhas e se valorize toda a história escrita com a camisa vermelha. Desde a estreia brilhante em 2004, passando por aquela bicicleta fantástica em 2011 e fechando com a marca de maior artilheiro de todos os tempos no United. Em campo o impacto é nulo, mas espiritualmente sentiremos falta de uma figura tão icônica. O negócio ainda não foi fechado, mas faria bem para Rooney; a torcida é para um retorno de sucesso ao lado simpático de Liverpool. As memórias continuam em Old Trafford.