4 destaques sobre uma vitória absoluta do United

Uma performance clínica, sólida e empolgante devido às expectativas anteriores. Quando muito se fala na soberania do Chelsea e na inconsistência do United, fizemos uma lição de casa que ativa diversos efeitos. Ao neutralizar totalmente o primeiro colocado, o elenco com certeza passará a acreditar mais na classificação para a UCL. Seja através da Premier ou Europa League, nos restabelecemos em uma condição favorável e de quebra demos energia para as próprias competições. Se o entusiasmo não era dos maiores, podemos nos preparar para uma reta final bem interessante.


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Finalmente, um dos famosos mind games de Mourinho trouxe resultado. Conhecemos a capacidade do português em confundir torcida, imprensa e oponente há muito tempo. Seja com alterações obscuras, um pequeno show individual na coletiva ou escolhas táticas que poucos conseguem decifrar. Desde que chegou em Manchester, teve dificuldade nesse sentido. Hoje, porém, surpreendeu com uma escalação bem contestável e acabou saindo por cima. Os atletas, mesmo questionados (Young, Fellaini, Darmian), executaram a estratégia com perfeição e não deram brecha para insegurança. Até fizemos Conte abdicar do tão elogiado 343 durante a etapa final.



Só que continua o clima de estranheza em relação aos tocados pra escanteio nesse processo. Já falamos de Mkhitaryan, Shaw… e a bola da vez agora é Martial. Ótimo com Van Gaal, o francês não engrenou em 16/17 e basicamente vem tendo seu ânimo sugado pela comissão técnica e as circunstâncias atuais. Qual o sentido? Tudo bem que o desempenho caiu, mas chegar ao ponto de nem ser relacionado é demais. É nosso último Player of the Year (se desconsiderarmos De Gea), não uma promessa qualquer que ainda não se provou. Veremos no que dá esse tratamento irritante de Jose. Vejo um risco desnecessário, mas hoje não é dia de críticas.


Urgência de Herrera é um fator super importante - e que pode ser diferencial em alguns cenários. O espanhol não é perfeito, ainda deixa a desejar em relação aos meias realmente world-class e tudo mais. Só que fica visível seu encaixe em confrontos que exigem bastante da marcação, agressividade e intensidade. Foi assim diante dos Blues, após ter ficado de fora contra o Anderlecht. Responsável particularmente por conter ninguém menos que Hazard, conseguiu anular o melhor adversário e contribuir nas outras fases do jogo. Da mesma forma que fazia naquela partida da FA Cup, inclusive, antes de ser expulso por uma bobagem. Assistência, gol, atuação completa: Man of the Match.



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Algumas ideias defensivas de Mou continuam brilhantes. Muito se fala em decadência, perda da 'magia', mas no fim das contas essa campanha se resume em uma estrutura sólida e finalização decepcionante. Frente ao líder do campeonato, espelhou a formação inicial e deu aos jogadores funções bem específicas. Ander, por exemplo, deu uma clara demonstração do que é disciplina; não é sobre se manter encaixotado em uma única zona, mas sim ter a consciência de quando se movimentar - infiltrar, flutuar horizontalmente como fez para brecar Eden e Moses, etc - e quando permanecer no desenho do sistema. Junta-se a mente de um tactician de elite com peças dispostas, a consequência é positiva. Mas são detalhes que só serão valorizados com consistência e objetivos cumpridos.


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Hazard, Pedro e Diego Costa? Todos no bolso de uma dupla de zaga que surpreende - positivamente - a cada jogo


Seguimos com chances de Champions em duas competições. Você daria prioridade a alguma ou temos que jogar com força máxima até o fim? Deixe sua opinião nos comentários!


P.S.: quantos textos vão fazer sobre Kanté entregando o segundo gol e sumindo durante os 90 minutos?