Como o United pode suprir a ausência de Ibrahimovic?

Fale mal, reclame das inúmeras chances claras que desperdiçou, mas não negue: Ibrahimovic é o cara desse time. O sueco tem 26 gols e 6 assistências desde o início da temporada, representando a principal arma do United, tanto em números quanto no desempenho. Porque seu papel vai muito além da bola na rede, como podemos perceber quando articula a maioria das jogadas em um espaço mais recuado do campo, ou quando controla a grande área sendo um pivô de altíssimo nível. E, claro, por ter praticamente nos dado o primeiro título da era Mourinho.


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O que acontece agora, porém, é um caso desconhecido até então. O camisa 9 vinha demonstrando uma compostura e tranquilidade maior do que seu habitual em outras equipes, mas perdeu a cabeça naquele fatídico empate com o Bournemouth. Fazendo uma de suas piores partidas desde que desembarcou em Manchester, foi provocado - fisicamente - com um pisão no rosto por Mings e revidou com uma cotovelada tão proposital quanto. No momento, Rooney convenceu o árbitro Kevin Friend a deixar isso de lado e nem um cartão amarelo foi dado. Adiante, ainda teve pênalti perdido e 2 pontos jogados fora.



Depois de toda a repercussão negativa sobre as confusões, a Federação Inglesa confirmou que Zlatan seria punido por três jogos - de qualquer competição nacional. E nesta segunda-feira, às 16h45, temos nada menos que o soberano Chelsea pelas quartas de final da FA Cup. Os outros adversários que enfrentaremos sem ele são mais leves - Middlesbrough e West Bromwich. E você pode pensar que não será uma tarefa tão difícil, considerando Rooney e Rashford reservas de qualidade. Martial, claro, começou a carreira como centroavante e também poderia ganhar minutos por ali. Só que os três passam por problemas.


O Shrek e o francês estão machucados, enquanto o garoto inglês está doente - mesmo assim, foi o único que viajou para Londres. Apostar nele ou dar tempo ao tempo e evitar que o risco se agrave? Eu iria na primeira opção. Não é algo grave, seus companheiros de posição nem relacionados foram e uma das possibilidades restantes chega a dar um frio na barriga: Fellaini puxando o ataque. Não dá, mesmo levando em conta sua relativamente boa atuação na Rússia. Conseguiríamos vencer as batalhas aéreas, mas perderíamos bastante na dinâmica. Contando os desfalques e a probabilidade de Mkhitaryan (saiu com dores na última quinta) jogar por uns 60 minutos, o cenário seria totalmente favorável aos anfitriões.



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Marcus, por outro lado, consiste num ponto de perigo constante nas costas da zaga. Tendo a arrancada como um de seus trunfos, traria preocupação para essa tão sistemática defesa de Conte. Os atletas são bons, mas ainda dependem muito do funcionamento coletivo e, principalmente, da compactação. Aí a questão se afunila: é melhor ter alguém que vai incomodar por cima e travar as transições ou uma peça que pode esticar o campo (profundidade) e espaçar os zagueiros (amplitude)? Que Mou não dê uma de Van Gaal e faça o óbvio. Rashford tem que ser titular no Stamford Bridge.