St. Étienne 0-1 United: 3 personagens da classificação

Ninguém esperava algo diferente, né? Diante do Saint-Etienne, quinto colocado da Ligue 1, o United foi soberano nos dois jogos e garantiu uma vaga nas quartas de final da Europa League. Não é nenhuma Champions, é claro, mas é o que temos no momento. E dá vaga no torneio que objetivamos voltar depois de tanto investimento, trabalho e hype. As chances na Premier League existem, só que não dá pra depositar tantas fichas dado a inconsistência nas vitórias. Com Mourinho, ainda mestre em mata-mata, devemos chegar longe na competição continental. Vamos aos pontos que chamaram a atenção.


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Eric Bailly foi expulso por bobagem, mas mostra bons sinais; seu parceiro de zaga, porém, traz mais preocupação do que convicção. Falo de Chris Smalling, o rapaz que teve tantos altos e baixos desde sua contratação - 2010 - que ninguém sabe defini-lo com precisão. Naquele time feio de Louis van Gaal, contava com uma proteção sistemática eficaz e ganhava bastante crédito. Sob a batuta do português, porém, se mostra uma peça sem encaixe e compostura. Se tornou em um alvo constante dos adversários e, em partidas importantes, deve passar longe do campo.


A tranquilidade de Mata impressiona. Tratamos de um meia que sempre tivemos expectativa, mas nunca engrenava de vez. Ficava um pouco perdido em meio à bagunça pós-Ferguson e pré-Jose. Dentro de um conjunto alinhado em todos os setores, mostra seu valor. Produz como poucos e aumenta nossas possibilidades de vitória, como visto aqui. E traz uma calma natural ao jogo, sem apressar a transição - tarefa de Mkhitaryan - e controlando as jogadas no último terço. É, como dito em posts antigos, o Carrick do ataque. Bom pra todos que a suposta birra com o treinador não passa de uma fase superada.



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Mou brincou com a sorte na escalação. Ao ganhar a ida pelo elástico placar de 3 a 0, tínhamos praticamente confirmado a classificação. No futebol tudo pode acontecer, mas nem o mais otimista torcedor francês esperava reverter a situação. Jogamos no domingo passado e voltamos aos gramados em quatro dias, então poupar os principais parecia algo óbvio. Não foi o que aconteceu. Ibra, Pogba, Mkhi, Carra… todos foram titulares e dois deles já passaram dos 30. Guardar as pernas pra quando precisarmos é necessário e, geralmente, parte crucial do man-management do chefe.


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Tanto o armênio quanto o inglês foram substituídos com pequenas lesões. Não se sabe a gravidade, mas fica a lição para os próximos momentos. Até porque, analisando o outro lado desse escopo, temos nomes que precisam de minutos. Schweinsteiger, Fosu-Mensah, Shaw e Rashford são alguns dos que deveriam estar iniciando esses confrontos secundários. Se não ganham chances agora, quando será? Enfim, contabilizamos uma mísera derrota nos últimos 25 compromissos. E cumprimos com a obrigação no campeonato que pode representar nossa maior oportunidade em 16/17. Sem empolgar, mas confiando, seguimos em frente.