Huddersfield 1-2 City: na raça também vale

Que o City vem jogando o melhor futebol da Europa, isso não é exatamente segredo pra ninguém. No entanto, isso não significa que o time vai ter vida fácil contra adversários considerados mais frágeis – especialmente se levarmos em conta o fato de a Premier League ser a liga mais disputada do mundo.


Além disso, o Huddersfield, adversário deste domingo (26), faz uma campanha razoavelmente boa na Premier League e tem se mostrado um adversário muito difícil de ser batido quando joga em seus domínios. Em seis jogos até então no John Smith’s Stadium, eram três vitórias, dois empates e apenas uma derrota, incluindo um triunfo sobre o United por 2 a 1.


Por conta desse histórico, não surpreende saber que o City precisou derramar sangue e suor para conseguir voltar para Manchester com os três pontos, na dura vitória por 2 a 1 com gols de Agüero e Sterling, enquando Otamendi marcou contra para os donos da casa.


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Desde o início, o que se viu foi praticamente uma extensão da partida contra o Feyenoord no meio de semana pela Champions: muito domínio de bola, mas sem conseguir converter tal superioridade em chances criadas. O Huddersfield, por outro lado, parecia consciente de que ficaria acuado em seu campo de defesa e procurava criar algo nos momentos em que conseguisse armar um contra-ataque através de ligação direta, tentando pegar a defesa do City desorganizada.


Em dados momentos isso não só aconteceu, como parece justo dizer que as chances mais perigosas do jogo na etapa inicial foram justamente do Huddersfield, especialmente mais ao final dos primeiros 45 minutos.


Num desses poucos momentos, Otamendi deu azar numa cobrança de escanteio e acabou colocando com o ombro contra o próprio patrimônio e o City desceu para os vestiários em desvantagem.


Com o City jogando o fino da bola a virada seria uma questão de tempo, certo? Nem tanto. A título de informação, a última vez que o City havia conseguido virar uma partida de Premier League fora de casa depois de estar perdendo no intervalo havia sido em abril de 95.



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Mas essa história começou a ser mudada logo nos primeiros instantes do segundo tempo, quando Sterling foi derrubado na área e Agüero converteu o pênalti. Era consenso geral de que o City precisava ser mais agressivo na segunda etapa do que havia sido na primeira e que um gol antes dos primeiros dez ou quinze minutos seria fundamental para que o time pudesse reverter o resultado.


Na primeira etapa, o Huddersfield havia conseguido ser extremamente organizado defensivamente, modo park the bus mesmo. A maior prova disso é que o City havia dado um único chute ao gol em 45 minutos, com Agüero.


O Huddersfield acusou o golpe no ato do empate, mas os comandados de David Wagner não demoraram muito para conseguirem se reorganizar e não muito tempo depois, lá estava novamente o ônibus estacionado na frente da área.


Em dado momento, considerando apenas a segunda etapa, o City chegou a ter 92% de posse de bola e, justiça seja feita, era mais agressivo, mas, ainda assim, não conseguia proporcionar real perigo à meta adversária.


Mesmo um eventual empate contra o Huddersfield fora de casa não significando necessariamente o fim do mundo, o City é um time que joga pelos três pontos não importando o contexto. Por conta disso, Pep levou a cabo a máxima de que situações desesperadoras pedem medidas desesperadas quando sacou Kompany e mandou Gabriel Jesus a campo para jogar ao lado de Agüero.


Com isso, Fernandinho foi recuado ao miolo de zaga e o City ficou praticamente com quatro homens de frente: Sterling, Sané, Jesus e Agüero.


O Huddersfield, por outro lado, parecia satisfeito com o resultado e iria tentar suportar a pressão até o fim, o que significa que mesmo com Pep abrindo o time do City, a chance do Huddersfield se aproveitar disso era mínima.


Entretanto, a pressão do City deu resultado, quando Sterling aproveitou o rebote do chute de Gabriel Jesus e virou o placar.


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De coxa? De barriga? De joelho? O que importa é entrar


A partir de então, era a vez de Pep reorganizar o time ao colocar Gündogan e Mangala nas vagas de Agüero e David Silva. Com isso, Fernandinho voltou para o meio de campo e o time retornou à sua formação inicial.


De modo geral, o City passou longe de dar espetáculo, o que só faz reforçar que ninguém tem vida fácil na Premier League. Ainda assim, os números do time rodada após rodada são cada vez mais impressionantes. Agora, são 11 vitórias seguidas fora de casa, 26 jogos seguidos sem perder em todas as competições. Ainda considerando todos os torneios, são 18 vitórias seguidas e, claro, como não poderia deixar de ser, é o melhor início de um time na história da Premier League, com 12 vitórias e um empate em 13 rodadas.


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