Champions: mesmo em marcha lenta, City garante primeira posição

Sobrando no grupo F da Champions League com quatro vitórias em quatro jogos, o City sabia desde então que parecia ser apenas uma questão de tempo e de depender apenas das próprias forças para garantir definitivamente o primeiro lugar no grupo.


Por conta disso, e também levando em consideração a fragilidade do Feyenoord, adversário desta terça-feira (21), Pep se sentiu à vontade para promover uma série de mudanças em relação ao time que bateu o Leicester no último fim de semana.


Importante frisar que as mudanças aconteceram para que Pep fizesse observações e testes, assim como também serviram para que ele pudesse girar o elenco, dando descanso a quem precisava e tempo de jogo a quem não vinha sendo tão participativo na temporada.


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Contudo, mesmo com a série de alterações realizadas, o time que Pep mandou a campo parecia menos experimental do que se imaginava. Com as convocações de Brahim Diaz e Phil Foden para o elenco que iria enfrentar o Feyenoord, a expectativa era de que pelo menos um dos dois jovens já começasse jogando – o que não aconteceu.


Especialmente do meio pra frente, o que se viu, ao menos no papel, foi uma equipe até bastante forte, com Yaya Touré, Gündogan e De Bruyne pelo meio, enquanto o setor de ataque contava com Sterling, Bernardo Silva e Agüero.


Todavia, o setor produtivo da equipe recheado de nomes consagrados não conseguiu traduzir isso em jogadas criadas. Muito também por conta do panorama em que o jogo estava inserido, com o City já classificado e o Feyenoord praticamente morto na competição.


De lado a lado, algumas oportunidades foram criadas aqui e ali, mas nada que pudesse ser chamado de chance clara de gol. Na verdade, dá até pra arriscar dizer que as melhores chances foram do Feyenoord, apesar de o City ter dominado as ações do jogo de forma geral.


Ainda assim, nos primeiros 45 minutos, o melhor momento da partida provavelmente foi quando o sistema de som do Etihad tocou Holy Mountain, uma das novas de Noel Gallagher.



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O segundo tempo começou da mesma maneira que terminou o primeiro, poucas chances e modorrento na maior parte, mas, como todos bem sabem, Pep joga sempre pra ganhar e o City queria estender a sequência de vitórias até onde fosse possível.


Por conta disso, não demorou muito para que Gabriel Jesus fosse trazido a campo no lugar de Kevin De Bruyne. Com isso, Bernardo Silva, que vinha longe de ter uma boa atuação como winger pelo lado direito, acabou sendo recuado para o meio de campo, substituindo De Bruyne na função de criador de jogadas, enquanto a trinca de frente contaria com Jesus, Agüero e Sterling.


Aliás, embora pareça cedo pra dizer, Bernardo Silva ainda não parece completamente adaptado ao esquema, ou tem tido seu talento desperdiçado jogando fora de posição. De qualquer maneira, seu desempenho subiu de produção à altura em que ele foi deslocado para o meio na partida de hoje.


A maior parte das chances criadas pelo City acabaram se convertendo em chutes de fora da área. Já no final, quando o jogo parecia caminhar para um 0 a 0 e a sequência do City estava pronta para ser quebrada, em uma das poucas jogadas tramadas pelo ataque, Gündogan e Sterling fizeram uma boa troca de passes que acabou no gol do camisa 7 – seu quarto tento na competição.


Outro ponto positivo foi a promoção das entradas de Foden e Brahim. Enquanto o primeiro teve pouco mais de 15 minutos de jogo ao entrar no lugar de Yaya Touré, o segundo entrou já nos acréscimos na vaga de Sterling e pouco pôde mostrar. Ainda assim, vale o destaque pelo fato de a academia do clube estar desenvolvendo jovens que desde cedo têm mostrado potencial e que podem servir ao time de cima quando requisitados.


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