Quem segura? Com show de Sané, City volta a golear na Premier League

Para o City, o cenário desenhado para o jogo de hoje diante do Crystal Palace era o seguinte: o time está voando e o adversário é o lanterna do campeonato, com o agravante de não ter conseguido sequer ir às redes em, até então, cinco rodadas jogadas.


Jogo simples e aposta fácil, certo? Bem, não exatamente. A bem da verdade, de todos os adversários que o City enfrentou até aqui, o Palace proporcionou um dos primeiros tempos mais difíceis que o City teve que lidar até o momento, com o golaço de Sané já nos acréscimos do primeiro tempo dando a tranquilidade necessária para que a porteira fosse aberta no segundo e a goleada fosse construída.


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Neste sábado, Pep apostou num 4-1-4-1, com Fernandinho à frente da zaga e com dois wingers, Sané e Sterling, bem abertos e trocando de posição a todo tempo. Com este esquema com apenas Agüero no comando de ataque, Gabriel Jesus, que jogou no meio de semana na vitória sobre o West Brom pela Copa da Liga, acabou ficando como opção no banco de reservas.


O Crystal Palace, por outro lado, se ainda não marcou gols na Premier League, não foi por falta de tentativa. À exceção do Top 6 da temporada passada, o time agora comandado por Roy Hodgson é o time que mais chuta a gol no certame.


Hoje, contra o City, dá até pra colocar muito mais na conta do azar do que de incompetência em si. Na primeira meia-hora de jogo, os visitantes haviam chegado com mais perigo à meta de Ederson do que o contrário, tendo colocado até mesmo uma bola na trave.


Mais pro fim da etapa inicial, o City conseguiu gradativamente aprisionar o Palace em seu campo de defesa. Em dado momento, o City passou, no mínimo, uns bons quatro minutos tocando a bola na frente da área adversária, enquanto o Palace se postava claramente no modo park the bus com todos os jogadores possíveis à frente do gol de Hennessey.



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O melhor do City ficou para o segundo tempo, mas o golaço de Sané ainda antes do intervalo foi de encher os olhos. Após a belíssima bola por elevação de David Silva, o alemão dominou dando um chapéu e tocou entre as pernas do goleiro. Uma obra-prima no Etihad.


A respeito da movimentação promovida pelos homens de ataque do City, não só Sterling e Sané trocaram de posição o tempo todo, mas também o que se viu foi um Agüero bastante participativo na construção. No segundo e terceiro gols, Sterling apareceu como um legítimo camisa 9 para empurrar paras redes, primeiro em uma boa jogada de Sané e depois num bonito passe de Agüero da direita para o centro.


Em ambos os lances, há ainda de se registrar que a construção se deu a partir de um passe de Kevin De Bruyne, que, verdade seja dita, passou longe de ser brilhante no primeiro tempo. Entretanto, eis algo sobre playmakers: nunca pode se dar como morto um jogador que pode mudar a história de uma partida com um único passe.


Mas mesmo com o dia sendo dos wingers, claro que Agüero não iria passar o dia sem deixar o dele. Após a segunda assistência do dia de Sané, Kun nem precisou sair do chão para cabecear e fazer o quarto, contando em grande parte com uma belíssima contribuição do goleiro Hennessey.


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Mais dois gols e Agüero se torna, de forma isolada, o maior artilheiro da história do City


Com a entrada de Delph no lugar de Stones, o City ficou, a rigor, com apenas um zagueiro em campo, na figura de Otamendi. Com isso, a linha defensiva do City mudou drasticamente sua configuração, já que Danilo, que havia entrado na lateral-esquerda no lugar de Mendy, deslocou-se para a direita, enquanto Walker deu a impressão de ter permanecido na zaga, quando talvez a movimentação mais óbvia fosse o recuo de Fernandinho, enquanto Delph atuaria pelo flanco esquerdo.


Contudo, o volante inglês não só passou a se apresentar pelo meio até mesmo como opção no ataque, mas bem como fechou a conta da mesma forma como ela começou: com um verdadeiro golaço ao acertar de pé direito uma bola na gaveta. Normalmente já teria sido um belíssimo gol de qualquer forma, mas o fato de Delph ser canhoto deixa o tento ainda mais impressionante pela precisão.


Até quando vai durar esta fase em que o City está simplesmente voando é difícil dizer. Em Setembro, contando todas as competições, são 22 gols marcados e apenas um sofrido. Na próxima terça-feira (26), o time vai receber o Shakthar pela Champions no Etihad, e no próximo sábado (30) vai ao Stamford Bridge enfrentar o Chelsea.


Estes dois próximos adversários não são frágeis como o Crystal Palace e esperar por novas goleadas não parece ser exatamente o mais correto, mas caso o bom futebol visto até aqui continue sendo apresentado, dá até mesmo pra criar uma certa expectativa em terminar o mês em 100%.


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