Um 'Deadline Day' ruim não anula o bom mercado feito pelo City

O Deadline Day foi um tanto quanto desapontador para o City, é verdade. O fato de o clube não ter conseguido fechar os negócios com Jonny Evans e, principalmente, Alexis Sánchez deixaram a torcida com aquele sentimento de que o mercado feito pelo clube poderia ter sido melhor.


A recusa de Mangala em fechar com o Crystal Palace acabou inviabilizando a aquisição de Jonny Evans junto ao West Bromwich. O ex-zagueiro do United passa ao largo de ser brilhante como Kompany, mas certamente seria uma boa peça para se ter no elenco, visto que é um zagueiro experiente e já testado tanto na Premier League quanto em competições europeias.


A novela Alexis Sánchez, por outro lado, foi a que teve o final mais sentido pela torcida. Mas é importante frisar que neste caso, só existe um culpado nesta história toda: o Arsenal.


Havia o “sim” tanto do jogador quanto do próprio clube de Londres, que havia identificado em Lemar, do Monaco, o substituto ideal para o chileno. Mas por algum motivo que só Arsène Wenger é capaz de explicar, o Arsenal simplesmente desistiu do negócio e resolveu manter Alexis no elenco – mesmo sabendo que em janeiro ele poderá assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe.



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De resto, tanto nas vendas quanto nas compras, o saldo geral do City na janela definitivamente deve ser tido como positivo.


No campo das aquisições, o time contratou um goleiro que a cada dia que passa dá sinais de confiabilidade e deve ser o dono da posição por muito tempo, renovou as laterais como há muito tempo não fazia e ainda trouxe um dos jogadores mais desejados do mercado para o meio de campo. Além disso, se considerarmos os valores pagos nesta janela, especialmente em seus últimos dias, £43 milhões por Bernardo Silva foi uma verdadeira barganha.


Man City
Man City

Bernardo Silva foi uma das melhores aquisições de todo o mercado, e a temporada deverá provar isso


Nas vendas, o time acumulou por volta de £65 milhões, com Iheanacho sendo a mais significativa delas, custando £25 milhões aos cofres do Leicester. Fosse pouco, o time “se livrou” de alguns jogadores que não teriam espaço no elenco, como Nolito, Fernando, Kolarov e Bony. Com Nasri, a sensação que fica é de que dava pra ter vendido por mais e para um clube maior numa liga mais “atrativa”, por assim dizer. Metade disso é problema do City, e a outra metade é problema do jogador.


Caso tivesse conseguido vender Mangala ao Crystal Palace pelos £23 milhões que foram reportados, o City teria chegado muito perto de bater a casa dos £90 milhões em vendas. Considerando o perfil do City no mercado ao longo dos últimos anos, não é algo que se vê todo dia.


Há quem diga que em janeiro o City volte ao mercado para fazer uma nova investida por Alexis Sánchez e até mesmo por Jonny Evans.


A conferir.


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